Casa-Grande & Senzala

O mundo contemporâneo está tão perto e distante daquele que Gilberto Freyre descreve no seu magno opus em 1933, Casa-Grande & Senzala, que nos assusta como não seguimos a ouvir nos rádios que tocam através das ondas hertzianas uma Lili Marleen a todas as horas.

O conceito colonialista que a Nação Lusitana, em uníssono com a expansão Europeia do capitalismo mercantilista exportou para as desconhecidas terras a povoar mantém-se. Seguimos uma tendência de patriarcalismo, agora sobejamente disfarçado, onde a organização política e social segue sendo sempre esse eterno desejo em manter os pobres pobres e os ricos mais ricos, sempre no populismo da promessa contrária.

Urge ver que a Democracia, esse melhor dos piores sistemas, não é a opção vigente do Globalismo dos negócios e trocas entre suposições de igualdade. Ele é o reduto da igualdade entre esses alguns que se denominam os donos da verdade.
Supomos ser os melhores, mas fica sempre esse amargo da saligia.
Desse perpetuo reflexo Narcísico extemporâneo.

CASA GRANDE SENZALA.jpg

Só que o tempo reencontra-se e a Sociedade confronta-se com a Política. O crime não mais compensa, para ninguém. Da Senzala à Casa-Grande o caminho trilhado inverte-se com a mesma facilidade que antes não existia e a Democracia finge a inovação que se crê no protesto popular.

Do colonialismo em que “Todo brasileiro traz na alma e no corpo a sombra do indígena ou do negro” à verdade universal de que ‘Todo Ser Humano traz na alma e no corpo a sombra da candura ou corrupção’.
Desse planalto, dos três poderes, onde a miscigenação oportuna é feita proveito próprio.
Da narrativa confusa entre o tucano e a jararaca.

A Casa-Grande caiu.
Ela existe nessa narrativa confusa, edificando-se apenas pela permissão de uma Senzala de imposição. Pela vontade em tornar o melhor dos piores sistemas num regime de controlo patriarcal.

Regressar aos proprietários que a corrupção impune permite existir.
Aos escravos, novos candangos utilitários.
Ao que a justiça não permite e o justicialismo adora.

Um dia o Morro vem a baixo.

(continua AQUI)

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