O novo Novo

O astuto comentarista, comentador, artífice do enredo enredado e comerciante das palavras ditas que se desdizem em menção de livros e trocas de mimos no live reality show das eternas semanas dos últimos 15 anos de antena televisiva chegou ao seu pódio. Marcelo é o novo Novo Presidente.

O provinciano fez-se ex e o Professor representante máximo da República à deriva do continente Europeu.

Se representação máxima de um dominó intrincado houvesse sobre o que Marcelo foi, é ou será, a reportagem da metamorfose que o seu canal Estatal (subentenda-se a TVI) realizou da sua eleição sem palanque de memória, é justo essa memória de tudo o que ocorreu atrás das câmaras televisivas, numa perspectiva televisionada que se assistiu.
Fora mostrar a dicotomia entre o que é, ainda nesse resquício do diz-por-dizer-para-se-corrigir que foi Marcelo nas suas palestras semanais, viu-se como será esse seu estranho comportamento de alguém que pretende tornar a Democracia Parlamentar num sistema Presidenciável.

Marcelo Rebelo Presidente.jpg

O momento em que, instantes antes de se declarar ao País como o seu futuro Presidente eleito, Marcelo confronta-se com a sua némesis, Paulo Portas, discursando em celebração televisionada pela vitória do escolhido.
Se a Vichyssoice fora sopa fria no passado, requentada em requintes de malvadez no tempo que de lá para cá transcorreu, o azedo das natas que a condensaram apenas mostraram o quanto ambos são similares e por tal, os mais astutos políticos Portugueses.

“Longo de mais, aquilo é discurso para comentador” disse Marcelo o Presidente eleito, olhando para Paulo o político, enquanto tudo o que Marcelo fez foi comentário e Paulo política.

Mas como a astúcia é parte integrante desse seu currículo, sabendo que o crime compensa, as suas escolhas para o Conselho de Estado, assessores e outros é compreender que se instala um Governo que fará mais que sombra ao actual Governo.
Traça-se a hipótese de Marcelo tomar partido de que Portugal caia na tentação de desmantelar uma Geringonça que se enviesa em planos oportunistas em vez de os chamar B.

É que o plano do agora Exmo Presidente da República Portuguesa sempre foi esse: sabonetes lux, caldos de galinha e recomendações objectivamente latas para entreter o “Povo que assim o quis!”

Nota:
Quadro d’aprés Barahona Possolo, mesmo autor do quadro de Aníbal Cavaco Silva, versão VRP 2016.

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