O crime compensa!

Roubei, descaradamente, o título da crónica de hoje do texto de opinião de Maria de Fátima Bonifácio no Observador.
Claro que no sua farpa a ideia de crítica ia de encontro às Presidências e de como o crime de Costa, nesse seu não apoio partidário a nenhum candidato, se revê maravilhosamente espelhado em Marcelo, o eterno comentador fait divers que animará Belém com receitas de sopas em caldos de galinha para uma maratona de canjas dominicais.

Eu reutilizo o título para algo diferente. Algo mais simples e complexo. Algo Internacional e que de Nacional tem tudo. Falo desse crime perpetuado por Costa e Centeno, o número 1 e número 4 do regime de São Bento e adjacências, com o draft desse Orçamento para o ano que agora começa.

A imprensa, alarmista de si, também ela conduzida por uma Direita revanchista e uma Esquerda oportunista, começaram a suar os alarmes pelo não cumprimento do pré-acordado no Tratado Orçamental no que diz respeito às ditas metas a cumprir.
Numa primeira leitura era demasiado óbvio que a cornucópia de abundância pública, à la gauche sindical, que a união da geringonça oferece face a um País mais endividado que a campanha legislativa deixava antever não conseguiria sustentar tanto em tão pouco tempo.
Mas se as agências de rating já o disseram, os avisos de Bruxelas confirmaram esse facto.

A carta que chegou ao Ministério das Finanças tem um tom de preocupação “séria”.
Não se coaduna com a ‘natural tranquilidade’ que Costa imprime nesse seu olhar e esgar de importância superior.

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Porventura aqui hajam duas vertentes a seu favor:
A primeira é que lá fora, nesse palácio de cristal que é a Comissão Europeia, ninguém – ou quase ninguém – sabe quem é a vírgula de São Bento. Nem os vizinhos de Espanha sabem-no, o que apesar de caricato, demonstra estarmos fora desse radar problemático.
A segunda é aquela que indetermina sanções no caso de Portugal não cumprir metas previamente acordadas. Apesar de antes termos sido sempre bons alunos, nada em contrário ocorreu, e a agora apelidada criança problemática da Europa não mostrou a sua tenacidade. Pode ser esta a primeira (e última) demonstração.

E aqui chegamos, o crime compensa. Ou pode compensar.
Centeno arrisca tudo nesse seu sorriso de receio e medo de quem se esconde atrás de uma passagem por Harvard.
Costa faz-se duro por ter o gume de três facas nas suas costas. Ao mínimo deslize uma das três o espeta e a sua geringonça o mata, caindo por terra a recompensa desse crime.

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