Plano B

“Estou-me marimbando para o Banco Alemão que emprestou dinheiro a Portugal nas condições em que emprestou. Estou-me marimbando que nos chamem irresponsáveis.
Nós temos uma bomba atómica que podemos usar na cara dos Alemães e dos Franceses e essa bomba atómica é simplesmente não pagamos. Ou os Senhores se põem finos ou nós não pagamos. E se nós não pagamos e se lhes dissermos, as pernas até tremem”

Claro que este não é o plano A, B ou mesmo C de que o título invoca ou de que o Governo Socialista apoiado pelas Esquerdas tem em mente se necessário caso o seu orçamento agora aprovado não seja suficiente face ao que se tornou óbvio para tantos analistas internos e externos.
Este foi o plano que o actual Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, principal máximo da articulação política de António Costa com os seus aliados, dizia a 15 de Dezembro de 2011.

Evidente que nesse tempo o jovem turco Socialista era um rapaz que mais se aproximava da verborreia parlamentar de João Galamba, uma crispação tão dogmática e evitável como entretém de massas, apto a nos convencer que o Socialismo, sobretudo nesta renovada aliança à Esquerda – como o era (é) nas suas origens – é a tábua de salvação Nacional, Europeia, Mundial, quiçá Universal.
Dito isto, e porque nem Galamba ou Nuno Santos são os líderes da cordata que se exibe como governança, o único plano que imagino delineado por Costa, se o B existisse num palmo de articulação possível, seria o do Primeiro Ministro querer emular François Mitterrand e propor-se a destronar o Comunismo como retaliação Socialista.

Azar, nem António é assim tão sagaz, nem os Comunistas estão a sós na união dos derrotados.

DERIVA.jpg

O plano B da Geringonça, que Mário Centeno relega para uma distante calenda Abrileira, será a denegação do que agora se faz óbvio e súmula daquilo que se viu discutido ao longo de dois dias: a culpa é do que antes veio, nunca de quem ali chegou e se popós a mudar tudo sem tomar como ponto de partida essa existência frágil de um país que pouco a pouco se recupera.

In extremis suponho que queiram seguir a pauta soviética explicada pelo ex-espião da KGB Yuri Bezmenov, segundo a qual, após o período de desestabilização social que passamos, agora é o tempo certo para a dita maioria de Esquerda tomar o poder e mostrar, face à crise que o próprio cria artificialmente, ser um Governo Forte (ou Revolucionário) para depois se instituir e institucionalizar no poder ad aeternum.

Os sinais são demasiado evidentes.
Fazem crer que Portugal tem uma relevância política e económica Europeia internacional na mão da Direita Portuguesa que não tem. Criam a fantasia de que esse controlo é parte integrante do que se passa nos mercados ou de que os mesmo reagem como a afectação é dirigida ao reduto Lusitano. Querem até, num segredo mal escondido, fazer passar a ideia de que Portugal começará a renegociação das dividas soberanas como crise na Zona Euro e que será essa a tábua de salvação deste naufrágio.

Só falta introduzir na pauta Socialista que Portugal quer sair da zona Euro.
Seguro estou ser esse o verdadeiro plano B.

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