Esquerda, Direita volver!

Os alicerces mentais da ideologia partidária andam de mão em mão e nem a Igreja, que à margem se manteve nas últimas décadas, mais fica fora da arbitragem sobre o populismo demagogo que se instituiu sobre a palavra Liberdade.
Se numa frase complexa e de forma simples poderia falar sobre a Europa ou de forma geral na bolha ocidental onde se vive em vácuo, na verdade falo nessa super potência que de controladora passa a ser uma mais onde o verniz do populismo estala para mostrar que são tão iguais ao resto de nós, comuns mortais pecadores.

O efeito dominó da capilaridade polar que o fim da Guerra Fria produziu, sobretudo com a queda do Muro de Berlim no fim dos anos ’80, início dessa década de fervor consumista a leste, e a política de amizade em barris de crude, propiciaram tudo o que se assiste agora.

O facto de Obama ter uma origem Africana e a sua cor de pele ir em contra a demagogia Presidencial instituída nas origens da ocupação territorial desse Mayflower puritano acabam por criar a cisão entre a verdade dessa mentira da importância relativa a um preconceito Internacional.
Sim, é relevante, mas não é mais que acessório.
Os estados Unidos da América vivem essa fascinante dicotomia da existência de um verdadeiro bipartidarismo. Ou se é Democrático e Liberal, ou Republicano e Conservador. Falar de Esquerda e Direita é algo que não tem uma verdadeira equiparação entre o que é a ‘gauche’ ou ”droite’  Europeias.

Quer-se dizer, não.
Não no que toca à Esquerda, já que o real receio da implementação do Comunismo, Socialismo (na sua génese Marxista) ou outros movimentos desse ismo maléfico, sempre foram – e bem – ferozmente combatidos. O pior é a demagogia populista de uma Extrema Direita Puritana e Conservadora que mostra o verdadeiro preconceito Norte Americano.

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Se em tempos escrevi que Obama era o Pacifier made in USA, hoje clarifico e digo que as suas tentativas, embora demasiado ambiciosas, não foram de todo infrutíferas. Facto é que o verniz da super potência estalou face ao gigante Chinês que nos torna a todos frágeis e no meio disto tudo o reality Show instituiu-se como entretém com Donald Trump a criar a cisão que a muitos agrada.
Ele é o populismo demagogo que se considera o legítimo dono da América, das suas estepes e territórios, fronteiras e raças.
Ele é o real desequilíbrio que, ao agradar o telespectador – e algum do eleitorado – não representa a verdade concreta do que é o Eixo político que tomamos por adquirido.

O eixo político Norte Americano actual descentra-se relativamente ao Europeu. Hillary Clinton, Democrática Liberal equivale ao Centro Direita, enquanto Trump, Republicano Conservador se alinha nessa Extrema Direita/Esquerda, unindo os pólos.

Evidente que Trump tem a graça de uma piada fácil, do boçal cómico que diz aquilo que muitos pensam em raiva mas sabem não se dizer em sã consciência. Pior, Trump apresenta-se como sendo essa sã consciência de princípios inquestionáveis.
Ele é o nosso equivalente a um Bloco de Esquerda, a uma UDP. A essa leitura da verdade segundo a sua leitura da verdade e não segundo os factos que a História nos deixou.

Só que é justo aqui que o desequilibro surge e o lado oposto se configura.
A História Democrática nos Estados Unidos da América é construída em consensos onde os princípios são fundamento Universal. A sua Constituição é um dos mais fundamentais decretos sobre os Direitos do Homem. E nisso a política reverte o populismo que agora se revela.

Esquerda, Direita, volver!

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