Na mochila de António Costa

Quando o lado Humano se cinge à retrospectiva capitalista do crescimento infalível de 3% ao ano, algo vai muito mal nesta Humanidade.

As previsões do FMI não o desmentem, as economias desenvolvidas apenas cresceram a um ritmo de 1,9% no ano que passou, enquanto as emergentes estagnaram nos 4%.
Longe vão os tempos quando o ritmo do vapor se fazia mecânico e o petróleo barato era caro para tornar rápido este crescimento total.
A desaceleração baixa 0,2% em Janeiro deste ano do que se anunciava em Outubro passado.

Afinal parece que a inevitabilidade da força interior é algo proporcional ao que se pode definir como acto de criação: uma economia baseada num perpétuo crescimento é insustentável.

Mas se de entropia já falei, agora parece que apenas sobra o plano B que a Frente Nacional Portuguesa teima desnecessário à sustentação desse progresso de crescimento em inversão de ciclo contra a Humanidade desse Fundo tão pouco Humano.
Desengane-se quem pensa que o Primeiro Ministro Costa não percebe de questões Humanitárias. Se a Europa sofre de modo hipócrita a chegada de centenas de milhares de refugiados às suas fronteiras, fazendo deles reféns entre cercas e muros num cerco dentro do Espaço da Democracia Comunitária, logo vai o sagaz político negociante António assinar um pacto de não agressão contra os refugiados. É política de aparência, já que as cotas não são Atenas ou Lisboa quem determina, mas a ida serve outro propósito.

No mesmo dia em que visita o campo de Eleonas, a 5km da capital Helénica, considerado o campo modelo no tratamento de refugiados, aproveita para firmar uma declaração conjunta com o Primeiro Ministro Alexis Tsipras em como Portugal e a Grécia estão juntos como iguais, contra a austeridade que nos fez chegar à crise financeira que o Mundo assiste.
Se a união de temas é invulgar, merecendo uma declaração conjunta que mais faz lembrar uma rábula de Laurel & Hardy, cria essa noção de que os dois países, face à intervenção da Troika, tiveram um semelhante resultado.

Se a mentira tem perna curta, a ficção assinada em Atenas serve apenas para contentar a Esquerda que apoia o Governo e fazer esquecer que o plano B de Centeno terá de ser aplicado mais depressa do que se pensa.

Laurel & Hardy.jpg

É que lembrando a simpatizante socialista Joana Vasconcelos, que traria na sua mochila o refugiado António Costa? Não esquecendo que pretendia colocar os refugiados que nos chegam (e rápido partiram) na apanha de fruta como rendimento à economia Nacional, quem sabe, depois da sua visita a Atenas, a sua mochila tenha voltado com o carregamento de morangos silvestres que Putin recusou a Tsipras.
Troca por troca, é tudo fruta do mesmo saco. Reciprocidade para quê?

Afinal de contas a Grécia nem deve mais de mil milhões a Portugal de um empréstimo de austeridade impagável, verdade?

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