stället

Compreender a vontade Humana, a sua génese de pensamento, não é mais que compreender um conceito fundamental como o de ‘lugar’.
Pode-se definir que um ‘lugar’ ou ‘local’, de forma geral, é uma porção de espaço qualquer ou um ponto imaginário numa coordenada espacial percebida e definida pelo ser Humano através dos seus sentidos.
É uma apreensão psicológica de posse material de algo que, a não ser seu, se denomina proprietário.

Evidente que a abrangência de lugar, nesta vida de Sociedade que planta um terreno e colhe dele a semente germinada, ganha contornos de geografia.
Enunciam-se assim as suas características: físicas, de relevo, da economia, entre outras; que serão responsáveis pela determinação dos diferentes lugares do Mundo, como lugares urbanos, áreas rurais, aquelas que são adequadas para a vida e aquelas que não são, o ambiente sócio-cultural e sócio que apresentam.
Uma interligação de relações que faz de nós, uma hegemonia Social da teoria do Caos: a recorrência de um determinado evento faz de outro previsível.
Ou nem tanto.

Diz-se, numa suposição cinematográfica, que quando se vai para um determinado lugar, um stället, temos uma retro-visão das nossas vidas.
Aquele segundo em que tudo pelo que vivemos nos passa diante dos olhos com um fulgor dos anos anteriores. Somos Isak Borg a caminho de Lund. Estocolmo ficou para trás e ao nosso lado vem a mulher do nosso filho Evald. Marianne está grávida e o seu marido quer que ela aborte. Ela quer o divórcio.
Isak vai-se jubilar da sua carreira médica e receber um prémio por tal. Sabe que a sua vida, como a conhece, vai acabar.
O seu momento de vislumbre, num instante compassado a branco e negro do celulóide prata, revê as memórias de uma vida egoísta.
Para ele há um lugar. O lugar onde os silvestres morangos crescem.
Smultronstället

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A cena do mecenato da vida patrocinada, numa União de estilo mais que de facto, faz com que os vislumbres de um passado nos passem frente à vista num determinismo de morangos silvestres.
A Grécia, a ser trágica, na ode à Democracia que ofereceu cicuta aos grandes pensadores que ousaram desafiar a ideia pervertida em ideologia, tenta a retaliação que uma venda de morangos pode trazer à União de facto.
Tsipras, o mais jovem Primeiro Ministro Helénico, dirige-se a Moscovo para se encontrar com Putin e lhe vender, fora do embargo comercial que a Europa impôs à camuflada Ditadura Russa, morangos Gregos.
Por detrás da índole silvestre da fruta está o lugar. O posicionamento geo-estratégico que a Grécia tem enquanto porta de combate traseira na adversidade de uma invasão Islâmica (et al).

Nesse instante, das memórias passadas, em que um campo de morangos silvestres era a salvaguarda de segurança, o lugar justificava-se. Na actualidade, política, em que o lugar mais não é que a ficção que os factos proporcionam, os Morangos de Tsipras acabaram por não ser silvestres.
Foram antes com açúcar.
Um enlatado televisivo de fraca qualidade para ‘popular’ * o imaginário de adolescente crédulos em revoluções de estilo e não de ideias.

Ou então, a meio desta insónia, perdido e sem lugar, foi tudo um sonho mau.

Nota:
* aqui se usa no sentido de: ‘popular’ = povoar + copular

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