Creio que todos temos um certo brio em termos dignidade. Gostamos de nos fazer apresentáveis para os momentos especiais, uma entrevista de trabalho, um instante solene, a Celebração da Liberdade que nos permite dizer o que pensamos e sermos quem somos.
Fora o acessório, há uma certa dignidade que nos impele em sermos melhores como Seres Humanos, como a – dita – Raça dominante num planeta cada vez mais apertado para tanto ego isolado em vontade de ser melhor que o vizinho invejoso do sucesso alheio.
No fundo o que nos impele não é a dignidade, é a soberba, a chico-espertice, a impunidade que nos revela como um horror colectivo que se denuncia por medíocre e parcimonioso “não infringir(am) a lei nem a ética”.

E que austeridade moral é esta senão a do poucochinho. A da ética que ética não tem, ou a tê-la revela total ausência de carácter.

Não viesse a supra citação de Ferro Rodrigues, Presidente da Assembleia da República, creio que o passado do ‘Estou-me cagando para o segredo de justiça’ não encontraria melhores ecos neste momento em que o eixo político se perverte tanto para nos elucidar quem nos Governa neste 25 de Abril.

Portugal_2018.jpg

Reveja-se a ética dos que legislam a seu bel prazer para serem ‘pegos’ feito pegas com subsídios de deslocação oportunísticos cobrados à laia da dimensão moral do país democrático que se criou. São apoios públicos a duplicar num Parlamento que nos envergonha. Mais, a cunha do amiguismo que sustenta o brando costume nacional tornou-se esse monstro que de um par de cornos em Casa do Povo se revela agora num esquema de corrupção por razões que a razão desconhece.
Resta a pergunta – num remate noveleiro de egos contraditos sobre essa histriónica antítese que tanto aqui narrei – Porque é que só há uma Ana Gomes?
O que a Eurodeputada, tardiamente, denuncia – “o Partido Socialista prestou-se a ser instrumento de corruptos e de criminosos” – revela aquilo que o Portugal Democrático de Soares, feito prevalecer nesse Verão Quente Comunista, acaba por se revelar onde a Geringonça se encontra face ao seu maior inimigo: a contradição.

Assistimos ao circo político onde o caracter é a blasfémia de ataque fácil para no final as votações serem a pedra de fecho de acordos multilaterais previamente assinados em secretismo que sustentam a ilusão que tudo isto é “democrático”. Não é.
Seremos ‘os donos de nós’, ou eles ‘donos-disto-tudo?

Os políticos que hoje temos não se interessam no brio em governar para quem os elegeu. Vivem antes para se governar, viver e sobreviver a todo e qualquer custo.
Resta agora a resposta sobre a presente contradição: Foi para isto que o 25 de Abril aconteceu?
Porque hoje celebrar a Liberdade não é mais que uma data no Calendário Eleitoral.

p.s.: Parabéns Pai.

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