From ‘Yes We Can’ to “how could we?”…

O discurso final de Barack Obama enquanto 44º Presidente dos Estados Unidos da América foi tudo aquilo que se esperava.
Revelou justo o ponto de sal que o jargão ‘Yes We Can‘ se comprometeu, logrando falhar em toda a sua linha, com a elegância do carisma que apenas Obama tem.
É certo que as suas vitórias suplantam os falhanços, mas é justo esta a hipocrisia que mantem um político à tona, sendo que o imiscuir Estado Unidense na Liberdade alheia, impondo Democracias onde elas não existem ou se buscam singrar, é um clássico que remonta a uma memória perdida.

Mas e falhou?
Face à herança de Bush, venceu numa economia destruída de um país vergado ao terrorismo.
Ficou por cumprir Guantanamo, mas numa realidade pós DAESH, não será acertado manter dito local em funcionamento?
O equilíbrio político/militar/social e económico são vertentes complexas numa contemporaneidade de alguém malogrado com um prémio Nobel sem nada para isso ter feito.

Repito: falhou?
O título do texto diz tudo, os Estados Unidos em 8 anos foram de um grandioso ‘Sim vamos conseguir‘ para um ‘Como foi possível?
O partido Democrático, não só pela mão de Obama, falhou em toda a linha por não conseguir parar esta nova realidade da pós-verdade e ver o Partido Republicano eleger um pato-bravo como futuro Presidente da maior e mais estável Democracia mundial.
E dito isto, quem sabe não tenha, de todo, falhado.

No We Can.JPG

Trump é um reflexo da actualidade. É o reality-self-(fake)-made-man-show que cumpre o sonho Norte Americano de se sentir tão Americano quanto todos eles são e na verdade disso nada têm.
Diz-se bilionário e não revela a sua verdadeira fortuna, casa-se e descasa-se de imigrantes quando propõe expulsar imigrantes, prefere pagar extra-judicialmente os seus casos polêmicos para não vão levantar celeuma pública, e claro, acha que a política se faz através de twitter, 140 caracteres à vez.

O seu último tweet, caso que o vai levar à sua primeira grande declaração pública na tarde de dia 11 de Janeiro, trata dos avisos que recebeu vindos dos Serviços Secretos de que o Governo Russo tem informação sensível acerca de si e dos seus negócios, dentro da mesma linha em que ataques informáticos foram utilizados para minar a campanha de Hillary Clinton – e que Moscovo (imagine-se?) prontamente negou.
“Tweeta” Trump: “FAKE NEWS – A TOTAL POLITICAL WITCH HUNT!”

Dois terços dos Americanos querem que Trump deixe de utilizar o Twitter para se comunicar publicamente – facto que ele previamente negou ir fazer – e que eu lhe digo: “Não faça isso Sr. Presidente eleito, continue a governar nessa maneira tão primária e divertida que rapidamente dará, não só ao Governo Russo, mas a todos os que o seguem razão e vazão para múltiplos ataques informáticos acerca da sua pessoa e as suas escolhas enquanto político.”

Aí Trump vai perceber qual é a verdadeira caça às Bruxas…

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