The Pacifier

Barack Obama, o 44º Presidente dos Estados Unidos da América está a desapontar.
A sua política Democrática, tendencialmente mais virada para o exterior, as relações internacionais, não está a ser efectiva.
Se o Congresso, na sua maioria Republicanos, Conservadores, que costumam ser mais virados para os problemas internos o boicotam até nas medidas internas, vê-se que Obama não consegue agradar a Gregos e Troianos.

Sou de reparar nos detalhes. A sua campanha, alicerçada no jargão político ‘Yes we can!’ (Sim, nós conseguimos!) parece não estar a conseguir.
Os Oscares deste ano, 2015, em que nenhum astro de Hollywood, ou filme com actores, realizadores ou produtores negros (de origem Africana) apareceu no mainstream, sendo que só a música de Selma venceu um Oscar, ficou aquém das expectativas, e foi motivo de boicote.
Parece que os 14% de população étnica, Afro Americana, não contam assim tanto na questão Latina que se insurge. Isto nos Oscares, claro está.

Mas a fraqueza de Obama está nos seus actos, desde o momento em que, por razões não políticas, lhe é conferido, em 2009, o Prémio Nobel da Paz.
De lá para cá, sem interjeições de estilo, penso que Obama se transformou num ‘Pacifier’ e não num Pacificador.
Na tradução literal, mais parece um objecto que se dá aos bebés para chucharem a fim de os acalmar ou entreter.

Obama tem nos entretido, mas não somos bebés para acalmar.

pacifier

A sua vontade de ‘fazer’ a Paz parece uma desculpa de não se envolver nos assuntos de política externa, questão, sempre, permanente na política Norte Americana.
Obama não ‘faz’ a Paz, nem parece querer tê-la, uma vez que, tal como se viu pelo discurso de Benjamin Netanyahu no Congresso Norte Americano, a convite da Oposição, e não do próprio Presidente, a encruzilhada de Israel frente ao Irão fica, deveras, atómicamente comprometida. O Primeiro Ministro (convidado) disse-o: “Foi-nos dito que nenhum acordo é melhor do que um mau acordo. Pois bem, este é um mau acordo. É um muito mau acordo. Estamos melhores sem ele.”

Mas a Paz de Obama não se fica pela sua vontade de ‘Pacifier’. É ver a questão prometida de Guantanamo ou a atrapalhação que está a ser abrir a Embaixada no reatar de relações entre os Estados Unidos e Cuba, num desembargar lendário, mas mal feito.

Numa nota final: Num País como os Estados Unidos, onde a igualdade entre cidadãos é Alma Mater no discurso de campanha eleitoral e bordão tipificado contra o Racismo que a existir não se vê, há que lembrar os assassinatos de afro americanos por polícias caucasianos, e a inabilidade Presidencial na forma de tratar de um assunto sensível, interno, e que nisso, provocou uma projecção negativa, externamente, para um País Livre e Democrático como é a América.

Porque no final de contas, cantando na cobertura de um qualquer edifício de Nova Iorque:

“I like to be in America
Okay by me in America
Everything free in America

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