Estupro Constitucional

Constituição é o processo pelo qual se constitui ou se forma alguma coisa. É o acto de constituir, de compor ou de estabelecer.Estabelecer como regra Universal a vontade de uma maioria qualificada.
A imposição de um todo sobre o individuo.
A criação de uma regra, de uma Lei.

Estuprá-la é rasgar o princípio pelo qual essa unidade agregadora se uniu para definir.
É, em si, violar a Lei.
É crime.

Joana Mortágua.jpg

A Sociedade Civil pós austeridade, marcada pelos efeitos do empurra-empurra das responsabilidades dessa crise Internacional que nenhuma superpotência se faz responsável mais que um longínquo subprime em 2008, alijou-se da compreensão Constitucional que lhe assiste, compreende e dá vazão em inúmeros aspectos razão.
Apenas com esse anseio em mente se pode determinar os sucessivos estupros constitucionais a que se assistem naqueles que auto se determinam Sanas Democracias, como se o pressuposto Constitucional do respeito pelo seu preceito garantisse que, quer em eleições, quer nas escolhas políticas feitas no decorrer das respectivas legislaturas, os actos se vissem defendidos por Constituições rasgadas em verdadeiros actos públicos de barbaridade.

Falar no Brasil e na teoria Golpista! (acentuação afirmativa propositada) é caso de um sintoma tão real quanto a verdadeira jogada de bastidores que se fez enlace cúmplice de políticas espúrias.
O verdadeiro golpe Constitucional por Terras de Vera Cruz não foi todo o rito do afastamento de Dilma Rousseff ou a ascensão do seu Vice a presidente da República – acto semelhante ao que ocorreu com Collor de Mello e Itamar Franco – Michel Temer, mas antes o (in)esperado acto do Presidente do Senado Federal, para fins do processo de impeachment, Ricardo Lewandowski.

Permitir que Dilma fosse afastada da Presidência, mantendo os seus direitos políticos, foi uma declarada violação à Constituição Brasileira, feita com o consentimento do Senado Federal, aprovada com a assinatura do seu Presidente.
Uma intransigência que apenas serviu enredo político, credo de salvação individual, acto que lembra o rasgar de Constituições Ditatoriais para se recriarem novas Ditaduras sobre capas populistas nesse que é o Socialismo séc. XXI.

Nem valerá a pena falar sobre os Direitos! (acentuação afirmativa propositada) que a “Constituição Bolivariana” trouxe aos seus cidadãos, retirados em 2009 com essa simples emenda para que o líder se torne Ditador em sucessivas reeleições.
Se rasgada não foi, a vontade aceite viu-se violada num populismo de ignorância oportunista.

E a oportunidade acaba por ser tudo. Caso não fosse o extremismo não surgiria sempre sob uma capa Democrática em base de Lei Constitucional. A dimensão acaba por ser fundamental, caso não o fosse a URSS não teria durado tanto quanto durou, o mesmo o Reich dos mil anos teria seguido na sua eternidade.
Caso de um se manter numa retórica política agridoce absurda, o outro terminou num Gulag onde a Direita política é até hoje conotada ao tentar se recentrar face a novos extremismo populistas.

Mas Alvíssaras! (acentuação afirmativa propositada) existe sempre a Coreia do Norte, um exemplo funcional de Constitucionalidade em que Marx, Engels, et al, poderiam ver o seu masterplan em amplo funcionamento sem que estupros existissem, já que por lá as mulheres nem direitos têm caso sejam violadas.

E porquê falar de estupro e Constituição? Porque segundo Joana Mortágua, Mulher, política, Bloquista, UDP de alma e coração, tudo aquilo que se passou no Brasil de Dilma foi Golpe. Foi algo que, cometido por políticos indiciados criminalmente – cujos foros de imunidade parlamentar protegem – é razão anatómica para um golpe perpetrado contra Dilma, contra o Brasil, contra a Constituição Brasileira.
Mas lá está, como antes referi a hipocrisia é uma rua de duas mãos. Querer ser-se de Esquerda Radical e apenas viabilizar aquilo que lhe permite existir enquanto Esquerda Radical é elevar o estupro Constitucional a uma nova fasquia oportunística.
Ser-se Constitucional na Venezuela oportunista vale quando na Venezuela o povo não tem direito à mesma.
No Brasil designa-se de Golpe aquilo que a Constituição estabelece como constitucional.
Já por aqui a mesma se impõe quando serve o propósito de elevar um partido minoritário ao poder que nunca antes teve.

Sobra-lhe a Coreia do Norte. Certo cumpriria qualquer que fosse a sua Constituição!
(acentuação afirmativa propositada)

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