A Caixa (de Pandora)

Aquilo que qualquer Esquerdista que se respeite não compreende (ou a compreender faz-se de ingénuo incauto) é o porquê da banca ser privada.

Anos a fio a fio sempre a mesma lenga lenga de que a banca deve ser nacionalizada, todos os bancos Estatais, subordinados a esse bastião que é o todo e poderoso Governo Central.
No fundo, à parte da existência de um supervisor, querem que a banca Nacional seja toda ela uma espécie de Caixa Geral de Depósitos, uma autêntica Caixa benemérita onde se vai buscar a fundo perdido e sempre que algo corre mal, ‘zás’, vai a défice e dilui-se a responsabilidade sobre o povo que trabalha 40 horas para pagar o serviço público das 35.

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Se em 1975, logo após o a deposição da Ditadura se criou uma Ditamole em que a Esquerda se apossou com os Militares de tudo e todos e a banca foi nacionalizada, tendo ainda nessa época Portugal Casa da Moeda e produção própria do Escudo para fazer face às suas necessidades cambiais (pese embora que aquilo que naquela época foi feito resultou num ver se te ‘atavias’ que se degenerou nas múltiplas falências da actualidade), que dirá hoje, 2016 pleno séc. XXI, integrados na União Europeia, nacionalizar a banca privada sem haver um rígido controlo sequer da dívida pública, quanto mais de moeda própria?

Mas a conveniência da Esquerda alude à Direita quando o Nacionalismo vocifera face à ingerência Nacional.
A pertença da esfera pública tem as suas benesses. A Caixa Geral de Depósitos está mais falida que o BPN, BES e Banif juntos e ninguém sequer notou. Sobretudo porque é muito fácil ter um banco que a cada vez que tem um prejuízo esse prejuízo é assimilado pelo défice Estatal, sendo o contribuinte a pagá-lo.
E se a Caixa Geral de Depósitos é uma Caixa de Pandora, camuflada na segurança de ser pública até ao momento em que o plano b negado à exaustão por António Costa – ter que se activar para resolver o tiro de canhão que sustenta a banca portuguesa, veremos o porquê de tanto se insistir na criação de um banco mau para toda a Banca Nacional.

Resolve algo?
Não, apenas vai trazer, por longos anos, o pagamento de impostos redireccionados que se farão défice oportuno.
Pode ser algo, já que aquilo que sobrou na Caixa de Pandora foi a esperança…

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  1. Pingback: 8,2 – a farpa

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