Falácia das virgens ofendidas

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De Pedro Passos Coelho e da sua, agora apelidada, caranguejola sempre disse que fora um pastor Luterano.
Se nas passadas eleições, quando o tumulto da escolha parecia óbvio e cujo desfecho se tornou uma soviética jogada de xadrez que produziu a geringonça, escrevi sobre a necessidade de todos se terem que tornar mais germânicos para receberem uma bula papal vinda dessa Europa que tudo por aqui aprova.

Se lá não me enganei, aqui sigo dizendo que na caranguejola, ainda que muito fosse criticável, mais havia de certo que errado, e mais de correcto do que equivocado.

Só que as eleições são essa vaga memória que não move nada, ainda que uma suspeita vontade em alterar a composição parlamentar anuncie essa vitória feita perda, aquilo que há que aplaudir, nestas virgens ofendidas que vejo surgir em torno de uma oposição fragmentada, é que as palavras de Passos Coelho, sobretudo no que toca à escolha de um Presidente, nunca foram tão assertivas.
Na moção que levou ao 35º congresso do PSD em 2014 dizia não querer um candidato Presidencial “cata-vento de opiniões”.

Se a frase, lacónica no seu sentido objectivo, não seria para o óbvio e eterno candidato Marcelo, não se veria a quem mais poderia estar indicada. Factos históricos são históricos e a verdade é que Marcelo é Presidente. É o mais popular Presidente que a Democracia contemporânea teve e também o mais feérico, inquieto, impulsivo, constante na inconstância e presente nas vidas de todos que há memória.
Não é um cata-vento de opiniões, é um verdadeiro vendaval de opiniões, ideias, comentários, discursos, idas e vindas… Uma agenda cheia e partilhada com todos e todas.
Um português para as portuguesas e portugueses.
Tudo aquilo que Passos Coelho profetizou.

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Mas e que mal vem disto, e porque andam tão ofendidas as virgens da direita com o seu líder?
Que falácia mais grotesca é esta, sobretudo por ter um Presidente que, a pontapés, jurando cumprir a Constituição, lhe tem dado um chega-para-lá a todo o tempo.
Ele é o Governo sombra do Governo que é Governo. Diz mais do que o próprio Primeiro Ministro.
Faz-se influência e influenciado em questões supranacionais onde a sua palavra não diz respeito.
Tem essa manigância que o gosto da retórica televisiva lhe proporcionava.

A Esquerda adora, aplaude e quer mais. Já a Direita não compreende que deixar dar corda, face à iminência do plano B que pronto chegará, rápido verá que foi sábia a decisão de Passos Coelho em apenas recomendar o voto em Marcelo e não ter o partido a apoia-lo.
Certezas na vida são poucas, mas políticos virgens para se ofenderem é algo que não existe.

Nota:
Foto retocada da original.

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