Triunvirato à Costa deu

Enquanto o entretém Nacional passa pelo despudorado Primeiro Ministro passar o vexame elucidatório de ser corrigido na Comissão Europeia sobre a forma como o seu desempenho político, e essa sua sobeja forma de negociar, nada importam no que toca à realidade matemática que escapa ao sabujo Ministro para quem erratas de erros são nada mais que décimas correspondentes a milhões saídos dos bolsos do contribuinte, a verdadeira oposição Costa versus Costa não será a de António Costa contra Carlos Costa.

Se o líder da Geringonça não sabia ou finge não saber para forçar o Governador do Banco de Portugal a demitir-se do seu cargo, ele é inamovível, independente e segue guidelines determinadas por entidades estrangeiras, nomeadamente o BCE.
Se jeito dá a Costa que a última inversão no bail in do Novo Banco seja suportado pelo BdP, porque lhe atrapalha tanto Costa e as suas razões em culpabilizar o executivo e a trapalhada no Banif?

Porventura os jeitões que em outra comissão de inquérito ficaram conhecidos estejam mais presente no triunvirato que à costa deu.

Se antes supus que as trocas na direcção do Grupo Impresa poderiam estar ligadas com as alterações à lei das heranças e doações, o que ocorreu nesta semana é tão poético como dramático.

Ricardo Costa, o irmão do Pacifista de Fontanelas, foi o escolhido por Balsemão, o ex-Primeiro Ministro, para ocupar o cargo na Direcção de Informação do Grupo que antes por Alcides Vieira era ocupado. Luís Marques, o director-geral da SIC e director executivo de conteúdos do grupo demitiu-se da sua posição, seguindo o caminho já antes por Pedro Norton calcorreado.

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As razões para os afastamentos de funções e recolocações mezzo atabalhoadas, dizem os ecos de Carnaxide, se devem a esse hipotético triunvirato em que a união de três não se fez porque Costa, o irmão mais novo, imitou Costa, o irmão mais velho, e entregou o plano que se propunha.

Vejamos a teoria: o que se passou desapercebido foram as acções que a Ongoing perdeu na ex-PT, agora Pharol, detendo algo como 23% do capital do grupo de Balsemão. Parece que as mesmas estavam algures numa Offshore prontas a serem usadas para comprar uma posição de investida contra o dono da SIC.
Diz-se que seriam Pedro Norton, Luís Marques e Ricardo Costa a fazer essa investida contra o próprio Balsemão, mas como a mão beijada não se tiram os anéis todos de uma vez, Costa fez-se o director-disto-tudo empenhando a sua reputação.

Felizmente nada disto tem um contorno real e é mero delírio que a história relega à lenda de um icebergue em rota de colisão. Mal seria que as manchetes em capas de jornais dessem ecos aos murmúrios ouvidos em Carnaxide.

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