Teoria filosófica da Perseguição

Poderia fazer uma analítica dissertação quasi académica sobre a vitoria de Miguel Albuquerque na Madeira, lançando o atributo da vingança que ocorrerá a Alberto João Jardim nesse canto do cisne rouco que se assiste em directo, na sua prometida vinda para a sexta fila da Assembleia.
Não o vou fazer. Seria, de mim, expectável.

Irei, numa introspecção factualmente cabal, que cabalístico é o Mundo das não coincidências, fazer a minha ‘Teoria filosófica da Perseguição’.
Persona de estudo: José Sócrates.

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Pouco ou nada tenho falado objectivamente sobre o recluso 44, pois sobre ele há mais especulação que argumentação válida, mas na viragem filosófica de que o seu manuscrito académico possa ter sido forja de domingo como a sua aprovação a Inglês Técnico, surgiu em mim a vontade de compreender a profundidade de quem se fez recluso de empréstimos em Paris para estudar Science Po.

A magistral obra, prefaciada pelo ex-Presidente do Brasil, Luiz Inácio da Silva Lula, tem como título a súmula Socrática do juízo ao confinamento: ‘Confiança no Mundo: a Tortura em Democracia’
Parece quase um quadro eterno de repetição presciente em José, saber que a sua Confiança neste Mundo seria a sua Tortura em Democracia.

O livro é editado pela Babel, nome esse que vem da torre que juntaria essa confluência de línguas e estilos, num eterno confronto nunca terminado, ascendendo aos céus – ou direi aos seus?
O céu de Sócrates é igual aos seus. Uma imposição das confluências de línguas e estilos, onde a jiga-joga de palavras faz cópia e fotocópia daquilo que, ao se emprestar, é apenas amizade.

A apresentação formal, desenhada na foto de ‘Zé’, gola solta e lenço ao pescoço, mostra um Casino da Figueira sob forte patrocínio Corticeiro, amizade de índole Socialista, onde a rolha é a da garrafa de champagne.
Celebram-se os rostos conhecidos, assinam-se os livros dos anónimos.
Finge-se ser Humano. Esse Filosofo demagogo da proximidade.

Porventura, na eloquência da narrativa acidental portuguesa, nesse reduto de cicuta que se bebe, ou por fazer parte dos ferozes animais que neste Reino persistem em se afirmar machos Alfa, o que aqui vale é a submissão comentarista do inimigo feito aliado.
Miguel Sousa Tavares existe como o adereço de estilo e salvaguarda de respeitabilidade.
É o garante de qualidade.

Quem ouve MST discursar as qualidades de JS, mal poderia saber que algum tempo depois estaria envenenado no seu próprio fel semanal à mesa de um Jornal nocturno.
Neste encomendado comentário, que agora, ao se provocar a veracidade literária com a fraude da escrita encomendada, espera-se de Miguel o seu habitual Mea Culpa nacionalista de fraco e oprimido da ocasião.
Não soube se aliar a quem de direito, ou então foi, per se, enganado.

A encomenda do segundo volume de dissertação filosófica Socrática estaria em elaboração e teria o sugestivo e narcisistico título: ‘Carisma’.
Nisso há que se reconhecer algo em Sócrates, o prisioneiro filosofo português.
Ele tem uma aura de carisma em si mesmo, porque fez este País acreditar que tinha avançado tanto ou tão pouco que, ao ver António Costa, jota de criação, dizer que metade da sua vida laboral foi um retrocesso em detrimento da estatística, penso que estamos bem entregues.

Sócrates, não bebas a cicuta.
Escreve mais da prisão que o que mais falta faz são as tuas teorias filosóficas da perseguição.

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