aKabou

Tem uma certa ironia, nomeadamente tendo lido uma sensacionalização arbitrária, ter sido o líder da Juventude Popular ter dito “O karma vingou-se. Urban foi barrado de Lisboa por um tipo moreno de ascendência indiana” quando na verdade foi um despacho do MAI que encerrou essa ‘urbana praia vazia de urbanidade’.

O título desta crónica iria invocar justo isso, buscando referência no texto que Mário Crespo aqui escreveu, nesse tipo moreno e seus Kamov e o país que K’omove. Mas não, o K é mesmo o do K Urban Beach e do grupo que representa, onde o nome de uma honorabilidade e memória passadas se tornaram em violência gratuita e gangsterismo como modus operandi que a ninguém surpreende mas a todos apanhou de surpresa.
(não sou eu que o digo, é todo um historial que o conta e condena)

Urban.jpg

Aquilo que no meu último texto escrevi entra numa concordância sobre o que em Junho de 2016 havia escrito sobre outra, esta respeitável, casa nocturna lisboeta; o Lux: a tal da discriminação positiva.

“Vou começar pelo óbvio e ilícito criminal que este tipo de expressões incute em todos nós.
Não existe discriminação positiva. Nem sequer negativa. Discriminação existe apenas uma e é má.”

E se nesse texto, ao defender o livre arbítrio da escolha que um porteiro faz ao impor uma regra monetária a quem entra – errada a meu ver, pior a quem consente pagar para entrar – ele acaba por ser omisso (já que nem sequer era esse o ponto em discussão) acerca de todo o contrário que se passa no Urban Beach.

Não só o que se passa(va) nos barracões à beira Tejo revelam um problema sistémico sobre o funcionamento dos serviços de Segurança Privada – nomeadamente nocturna – como, tal como expus na crônica “Sejamos hipócritas”, um sistema predatorial instituído onde o controlo sobre os limites legais de consentimento se tornam turvos.
Não só isso passa por quem controla a porta, gere o espaço, mas claro, pelos Pais que deixam menores de idade sair.

Há diversas lições a retirar desta, estranha, rápida acção que o novo Ministro da Administração Interna teve face ao óbvio descalabro ocorrido no Urban.

Claramente o MAI estava mal entregue a Constança Urbano de Sousa, ou então o clamor público para acção rápida é mais forte mediante vídeos virais do que por mais de 100 victimas de incêndios florestais.
A PSP ou descumpre o seu serviço ou os relatórios por agressão – só ali este ano somavam 38 ocorrências – servem para encontrar ecos de consentimento com a violência doméstica por adultério como argumenta Neto de Moura.

Ver surgir relatos, efeito copy/paste viral, de uma história acerca dos “mitras” assaltantes que mereciam apanhar por provocarem os “betos” que a essa hora estavam nas roulottes, como se a Justiça e Lei não existissem em Portugal e a agressão e espancamento colectivo mereça “um bem haja ao que os seguranças fizeram naquela noite!!! só tenho pena [os mitras] não terem levado mais.”, é representativo de como vivemos numa nação de sangue quente, cabeça vazia e ‘carneiros’ do bem pensar.

Mas mais interessante, alicerçado em juridiquês chicaneiro, é o próprio estabelecimento comercial se defender com o sub-contratar dos funcionários e o facto do crime ocorrer em via pública, como se o vínculo laboral, o lugar em questão e a incisiva repetição do crime – descrita em autos policiais e testemunhos na internet – relevassem a responsabilidade criminal que têm.
Já agora. Que terá a PSG – Segurança Privada, o Grupo K e a Juve Leo em comum..?

Diz-se que quem tem capa sempre escapa. E quem tem K, aKabou?

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