Uma tal Censura

“(…) quinhentas e tal ignições e muitas delas pela calada da noite num especial dia de anormal calor e ventos ciclónicos… E a esquerda é que é a culpada pelas mortes… Parece-me forçada essa culpa… Desculpa mas andas parco em argumentos…”

Início por usar a transcrição completa (as reticências continham o meu nome) do que um amigo me disse pelas parcas críticas que faço à culposa gestão partilhada no que toca aos incêndios deste e verões passados.
Diga-se, em total frontalidade, não embarco em culpas forçadas ou teorias da conspiração. Além do mais, gosto que o tempo passe, outros por mim mais escrevam, as manchetes em parangonas o anunciem e o Primeiro Ministro se faça cópia fajuta em fotos de imitação de abraço pouco sincero enquanto se preparava para dar uma entrevista num quartel de bombeiros

Sinceramente, não farei nem a apologia de uma tal censura, nem da sua oposição.
Mais depressa me lembro das heranças de um tal canal e da censura ao Humor de Perdição.
Outros tempos, as mesmas vontades.

Agora, embarcar no oportunismo que desvia a atenção? Não.
Censura é figura jurídica. Use-se como memória de quem em seus plenos poderes foi levado a fazer o que fez por um Presidente presente em ausência Governamental.

O Governo.jpg

Não foi Capoulas Santos, esse que – na censurada Censura se rebaixou ao mero insulto político – liderando à mais tempo o Ministério do Ambiente, afirmou ter sido este o Governo quem fez a maior reforma florestal desde os tempos de D. Diniz?
Parece que a sua reforma, ou a inoperância da mesma, acabou com o pinhal que as chamas consumiram.
Mas embarquemos em conspirações.
Em PSD e CDS e as reformas eucaliptais emulatórias por auto-ignição, não vá a situação de confrangedor conforto ficar ciumenta em farpas de uma realidade acutilante.

Mal os fogos despontavam, em “quinhentas e tal ignições e muitas delas pela calada da noite num especial dia de anormal calor e ventos ciclónicos” (supra citação com intento e intenção) logo vozes diziam o que essa pequena Esquerda burguesa pensava. (a viralidade da internet é banal e mortal)
Um tal José Teixeira da Silva, escreveu o meme impersonificador de tudo:

DN José Teixeira.jpg

O que me dá para pensar é como um Militar reformado lograr disparatar tanto como Catarina Martins e os seus “preceitos neoliberais” ou o PCP e as “políticas de Direita” para justificar o que se passou.

Não. O que se passou tem herança. Heranças onde todos têm responsabilidade quer por decisão, quer por omissão ou votos de chuva na calada de se manter calados.
O interior é esse CREDO!, ostracizado e desquecido mesmo, contemplação veranil dos imigrantes – fugidos do país rumo ao Socialismo de outrem – em casas fechadas o ano inteiro.

Mas se o rumo Socialista não se censura, a Acção Socialista fá-lo, pois quem se mete com o PS, ou com a sua agenda de focus groups, apanha.

É que o Diabo de Passos de facto chegou, abraços de mão invisível.
E engane-se que esse seja um incêndio natural ou de fogo posto. O seu Diabo foi Marcelo, um Presidente astuto que sabe ler um País e as suas vontades.
A sua Censura, sem qualquer humor, foi a verdadeira predição desse plenário cego surdo e mudo que apenas busca “saber quem ficou mais chocado, se foi ‘a’ com o discurso de ‘b’, ou se foi ‘b’ com o discurso de ‘a’ [a do Governo]”

“é preciso compreender que chocado ficou o país.”

Chocado com os mais de 100 que o Estado abandonou ao seu infortúnio e inépcia de quem decidiu assim nos governar num desgoverno que nem censurado percebe estar.

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