o exílio

Nunca o escondi e volto a referir, como o fiz por tempos imemoriais, António Costa é um hipócrita desmedido.
Se razões não me faltam para o argumento, estas últimas semanas de horror e vilania populista são o seu maior atestado.

Haja maior definição de assecla e partidarismo que o discurso pseudo patético que Eduardo Cabrita fez no encerramento do debate quinzenal onde os fogos, e desta feita o eucalipto, foi o (mono) tema a exercer esse fantasma tão predilecto da Geringonça de engenho: a culpa foi de Passos, o Coelho, o do anterior governo.

Se a ano e meio de governança de uma União de esforços que se esforça mais por falar que fazer factualmente, é importante reconhecer que a narrativa agora até excluí o CDS de Cristas já que de Portas pouco se escuta a não ser nos delírios de Ana Gomes.

Não, a culpa dos suicídios nacionais, aqueles que assim o fizeram por força maior das circunstâncias em tempos de crise ou mesmo aqueles que as informações reconheceram nunca se ter passado são do ex-Primeiro Ministro.
E se responsabilidades o mesmo terá – e tem – sobre o seu tempo de governação, na actualidade a sua importância existe apenas como o bode expiatório da incompetência de quem nos (des)governa.

Portugal is burning.jpg

Mas Costa, Jerónimo & Martins não estão sós. O compadrio une-se na vazão da razão que Passos se comporta, anuído por uma vingativa imprensa, tal qual um Primeiro Ministro no exílio.
Podem ser dele – em proporção – os méritos maiores da descida do défice, de todo o resgate Nacional e saída do Plano de Ajustamento, vulgo Troika, mas a campanha instituída para o derrubar – sobretudo a excessiva atenção que a Comunicação Social lhe dá em detrimento dos agentes que de facto nos regem – criam um ambiente que o exila em si mesmo cada vez mais.

Veja-se o atraso oportuno em publicar as suas interrogações sobre as demissões relacionadas com o assalto de armamento militar em Tancos.
Quando as mesmas saíram já havia saído notícias de que o governo demitira 5 Comandantes para mais tarde, quando o enxovalhar de Passos era uma realidade nas redes sociais, vir a inenarrável correcção por parte do próprio Governo: cinco comandantes foram afastados apenas temporariamente até haver conclusões.

Mas, e quem sabe o Presidente Marcelo tenha razão, o ‘optimista crónico e às vezes ligeiramente irritante’ terá que rir menos. Este assalto em Tancos é de uma gravidade como há muito – penso ter sido em 1915 o último grande assalto militar em Portugal – não se via.
Afastamentos? Demissões?
Não, um Governo que deveria ele ir para o exílio.

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  1. Adorei a forma como terminaste 😉

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