Alternativa plausível

Por volta das 22:30 é declarada a prisão preventiva de José Sócrates até ao julgamento.
Esse prazo, se comparado com outros casos mediáticos da praça pública portuguesa, pode se alargar até dois anos.
É tempo para uma maior destruição quer política, quer pessoal para a pessoa do ex-Primeiro Ministro, quer para aquilo que ele representa, representou, e faz-se representar no seu actual Partido Socialista.

As imposições jurídicas são óbvias, mas as políticas subjectivas.
Ambas têm que ser analisadas e delas se retirar ilações.

Juridicamente há que ter confiança no sistema judicial português e acreditar que o mesmo está a funcionar em toda a sua legitimidade e transparência.
Carlos Alexandre é polémico pela forma intrusiva como pratica os actos da sua profissão. Mas fá-los na legitimidade da sua profissão.
Há que reconhece-lo e confiar nele e no seu cargo.
Sócrates não pode ser excepção, deve ser o exemplo.

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Politicamente há que se reconhecer que muitas consequências e ilações têm e devem ser retiradas.
Sócrates foi Primeiro Ministro e líder do Partido Socialista de 2005 a 2011. Porventura, desde Mário Soares foi o mais popular e mais votado nas eleições. Era forte e mediático. Da mesma forma foi polémico e muitos casos com contornos jurídicos surgiram em torno do seu nome. Nunca nada chegou a ser devidamente averiguado. Até agora.

Hoje vivemos a realidade política de ter essa figura em prisão preventiva. A mais grave medida de coação antes do julgamento.

O PS terá que ter uma resposta pronta, pois manter-se num eterno silêncio sob o manto da justiça não funciona eternamente.
António Costa, novo líder Socialista tem uma intima relação com o ex-líder, considerado o seu número dois, sendo por isso vulnerável perante a sua prisão. Ele tem que tomar uma atitude.

Afastar as lembranças do Socratismo da vista e já agora os Segurista que não gosta e renovar a bancada parlamentar será a melhor forma. Mas quem lhe sobra? Uma mão cheia de novos membros em formação que de política nada sabem, ou uma geração de ‘velhos fosseis’ do tempo de Soares que seguramente não têm capacidade para se pronunciar.
Depois tem um problema que já vem se vem a arrastar há tempo, de um programa político vazio e sem conteúdo, onde não há propostas concretas para uma mudança quer política, económica ou social para Portugal.

Como se diz no Brasil, o PS está numa saia justa, apertada e sem bainha que se possa baixar para tapar um joelho desnudo acima da coxa.
O PS está no mesmo rumo que o país, na iminente falta de opção para alternativa plausível.

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