Preguiça oportunista

Ver a abertura matinal dos telejornais da sexta feira dia 14 de Novembro de 2014, dia seguinte à descoberta do escândalo dos Vistos Gold, é ver o desfiar da preguiça oportunista dos comentadores e jornalistas portugueses.

Como seria de esperar a especulação mediática é o tom das reportagens, sem nunca se perguntar, uma vez mais, o porquê de ser sempre o Juiz Carlos Alexandre o grande maestro a liderar as buscas de investigação a mais um escândalo de proporção épicas.
A segunda preguiça oportunista é a culpabilização política do Vice Primeiro Ministro Paulo Portas pela criação dos famosos Vistos Gold. A oposição, diga-se o BE e o PCP, querem que o Ministro venha a público explicar esta sua opção e as razoes pelas quais a mesma criou corrupção.
Engraçado é ninguém comentar a austeridade do PS em comentar com virulência o caso, uma vez que os involucrados terem sido nomeados pela então governação socialista…

Silent Gold.jpg

Outra preguiça oportunista dos comentadores, no caso da Quadratura do Circulo, na SicNoticias, nomeadamente Pacheco Pereira e Lobo Xavier (uma vez que António Costa, tal qual cordeiro remeteu-se ao silêncio) disseram que os Vistos Gold eram uma solução de países à beira de colapso financeiro, com necessidade monetária imediata. Ou seja, uma espécie de solução terceiro mundista (expressão minha). Nada mais errado. O país mais sofisticado e considerado triplo A pelas agências de ratting mundiais, os Estados Unidos da América, têm exactamente o mesmo programa que os Vistos Gold, são os Golden Visa, que em condições semelhantes, se pode ter passaporte Norte Americano…

Penso que esta forma preguiçosa e oportunista de desviar as atenções do que deve ser o centro das atenções, ou seja, o acto da corrupção, é uma forma muito básica de se encontrar culpados políticos que sucessivamente têm sido julgados em praça publica e sido ilibados factualmente, mas cujos inimigos não perdoam.

Com um exemplo pragmático explico, não se pode querer culpar o inventor da pólvora por todos os usos maléficos que a mesma teve.

E os jornalistas e comentadores nacionais não deveriam ser uns preguiçosos oportunistas a servirem uma entidade desconhecida que apenas tenta se vingar de quem inventa a pólvora que outros usam para os seus actos maléficos…

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