As teorias da conspiração existem porque há quem encontre um fio condutor entre narrativas paralelas que se tornam coplanares em pontos tão esdrúxulos que achamos serem reais.
JFK foi morto por uma intriga palaciana nas mais altas instanciais políticas, pois um louco solitário não teria a capacidade e astúcia para o fazer.
Já a tentativa de homicídio de Reagan passa à história como uma anotação de pé de página na história Norte Americana.

O mesmo se aplica à morte da Princesa Diana. É mais fácil acreditar na teoria de que tudo se tratou de um assassinato engendrado nas mais altas instâncias Monárquicas do que um mero acidente causado pelo azar das circunstâncias de uma vida vivida no expoente máximo da publicidade efémera em troco de fama.
E nisto o absorto Rush Limbaugh teve razão ao invocar Trump e as múltiplas teorias de conspiração que o mesmo perpétua.
“Acredita ele no que diz? Não! Mas basta patrociná-las para que se tornem virais.”

E aqui entramos nesta neo-realidade do presente contemporâneo: o efémero permanente e a busca (exaustiva) pelo real.

Vivemos numa realidade acrílica e viral – mais agora em tempos de pandemia – onde a mentira e suspeição sao néscios companheiros de desinformação excessiva sem filtro.
Este conforto protector dos ecrã de iPhones e Andróides retirou o realismo presencial anulando o grau físico de aprendizagem, permitindo a abertura para o reduto generalizado das Fake News que vivemos.
Não é a verdade ou pós verdade, é a verdade que escolhemos editar como tal.

Veja-se o caso nacional do momento.
Cristina Ferreira regressa à TVI.
(quem já se comparou à Princesa Diana…)
A questão viral centrou-se numa pseudo teoria de conspiração acerca dos apoios estatais dados à Imprensa e Meios de Comunicação como se o seu regresso apenas existisse por esse – vergonhoso e descabido – patrocínio público. Como se as negociações da venda da TVI por parte da Espanhola Prisa já não estivesse a ser feitas muito antes e tivessem sido surpreendidas (e como não?) com o surgimento do COVID-19.
Ao invés de olharmos para a falta de carácter pessoal e profissional de Cristina Ferreira, preferimos olhar para uma teoria aleatória que, mesmo sendo saborosa, não encaixa com o que é factualmente plausível.

O Estado patrocinou os Meios de Comunicação com publicidade pré-paga – razão para dizer: ideologia para que te quero?! – mas não com um passe livre para se gastar e investir o dinheiro em livre arbítrio. Jogadas de risco caem sobre quem as joga. Com ou sem patrocínio Estatais.
Face ao exposto, o melhor mesmo, pelo carácter ou falta dele, é não ver a TVI.
Ou Sic. Ou RTP.
Desliguem a tv e leiam livros.
Dizem que nas enciclopédias há factos, conhecimento, e isso está em falta.

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