O Chega chegou, e chegando há bastante, o suficiente para que lhe dando atenção, a sua máscara de rechaço ao extremismo se faça cair a cada passo que dá.
Agora, e repetindo aquilo que antes se vira antes discreto, o seu líder único e solitário, acompanhado pelos anunciantes do manifesto dessa causa tão nacionalista como quase desnecessária num país cuja construção histórica desmonta o inverso mito que pressupõem demonstrar: “Portugal não é Racista!”
Sim, Portugal não é Racista, mas o Chega, na sua maioria qualificada, sim o é.

Mas calma a quem parte ao ataque, vociferando fel amargado de uma pertença ‘Nacionalista e de Direita’.
Entre a monumental parada passada – 1200 pessoas, uma aldeia em plena capital do Império – que se aglomerou, sujeitando a tarja homónima, o Messias português ergue alto, mão esticada e braço firma, um Deutscher Gruß, saudando o mantra político que trazia ali.

Quando, ao ler as caixas de comentários de notícias e apoiantes do Chega (sim, tenho “amigos” – largas aspas – filiados ou apoiantes de André Ventura) a tentar explicar ou desmentir o que se viu em foto e vídeo, creio que já se confirma o óbvio: o Chega é um partido xenófobo, racista e aquela foi uma saudação nacionalista/nazi.

Comprenda-se: o mero acto de defesa face ao que é tangível e globalmente factual, compreensível diante da mais néscia plateia diante do que é historicamente admissível como inteligível não passa incólume a ninguém. Justificar o contrário é confirmar essa regra. Caso contrário não haveria quem, em vídeo, lhe dissesse “Ó Andre, não levantes a mão assim que eles vão já fotografar”.

Mas fotografado foi, e quem remete o gesto para um acto contrário ao que representa, ou se identifica com o mesmo por saudades desse antanho ou, pior, busca justificar o injustificável numa senda nacionalista onde a pátria entra como base de juramento sem perceber um acto solene vrs uma campanha política onde o apoio é feito por grupos extremistas que não representam a Nação.

Simples assim: os próprios apoiantes é que, confirmando essa negação, afirmaram o facto. E não é o discurso nem facilitista nem politicamente correcto.
Ele tem um objectivo: falem bem ou falem mal: falem de mim! E funciona. É propaganda pura.
Resta saber se não sairá o tiro pela culatra.

Saiu uma interessante análise de quem – com interesse – o acompanha, e resumindo esse interesse resumo de interessante:

1.
A hipotética candidatura à Presidência da República não deve prosseguir, já que deu um passo à frente e dois atrás. O PS ao apoiar Marcelo derrotou todos.
E nem o colar à extrema esquerda de Pedro Nuno Santos lhe dá vazão.

2.
A inexistência de outros membros públicos – a Maria Vieira não conta – torná-o numa hidra que, mesmo tendo várias cabeças aparentemente inderrotáveis, vive de um só corpo falível. Mesmo uma classe média instruída que o apoia em surdina não se quer colar à imagem de Mário Machado que o tinge.

3.
Uma verdade consequente:
Quanto maior a presença física política, maior a exposição aos media. Ou seja, não será só André Ventura a ser escrutinado no seu dia a dia e passado.
Cada novo elemento novo no Chega terá que seguir uma cartilha incólume segundos esses princípios ideológicos Nacionalistas. A Imprensa, tendencialmente de Esquerda (verdade), será impiedosa. Será que se aguenta ou afunda como um Livre ou PAN?

Em análise fria, e dado que Portugal já sofre das consequências políticas no controlo sanitário do Covid no que toca ao Turismo – vendo a maioria dos mercados externos fecharem o acesso ao país – menciono de forma ligeira como em meio a uma pandemia cujo R0 volta a subir, agrupamentos de quem antes os contestou, demostra que assim se luta por um país onde pela estupidez de alguns, pagamos todos.

Sieg Heil, Siga adiante…

Resumo desta Ópera que já chega!
Portugal Democrático nasceu dessa dicotomia falaciosa de um Socialismo à Direita, na cama com uma Esquerda de voto em cruz que Costa fez amante cornuda ao preferir um Bloco mais apetitoso.
Ao matar a memória Soarista e nisso aniquilar o centro direita com um nortenho metido a sabichão saloio, logrou criar essa mítica criatura chamada André Ventura.

Óbvio que as suas raízes, as de Ventura, são mais profundas, desse Portugal que sempre chamou fascista a qualquer capitalista que se preze numa União Europeia utilitária onde a política sempre foi nepótica, mas Ventura buscou a memória Salazarenta e fê-la Salazarista onde a vontade da Pátria se busca Nação.

Comprenda-se: o problema não é Ventura, é o seu entorno.
Ele é tão bem falante e prosaico como um Paulo Morais de outrora. Mas aquele apoio de Mário Machado e sus muchachos em tom de ameaça constante, fazendo de uma posição oposição ao que a decência é ou deixa de ser, afasta o filiado mas une o eleitor.
Se pela percentagem é óptimo, pela representação é fatal, já que a cabeça de cartaz é o próprio e ninguém mais.
Serve para Presidente? Sim se se elegesse. (não o fará)
Serve para deputado único? Sim, mas quando crescer na Assembleia, quem serão as avis raras no seu entorno?
(e os media a excrutinar)

Ventura até chegará longe q.b., mas é igual a Bolsonaro, um cérebro sem espinha dorsal. Fará primavera para terminar no inverno.
Chega!

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