Down the Rabbit Hole

Going down the rabbit hole,
get away from all we know,
even hoes and gigolos
Come on, follow,

come on and follow me

Tomámos a Red Pill, a Blue. Ficamos vermelhos, azuis, encarnados até.
Encarnámos esse coelho que nos levou a ver um mundo de carne onde o susceptível se torna uma realidade perecível face às sonantes Breaking News que em catadupa surgem sem delas nos alhearmos mas nelas nos alienarmos sem a compreensão do seu entendimento.
Olhamos mas não vimos. Voltamos ao século XIX.

Charles Bentley sempre foi incerto nas suas transações e financeiramente pobre. Morre de cólera a 4 de Setembro de 1854 sem compreender o impacto que uma das suas aguarelas teria na história do mundo futuro.

Simplesmente chamada ‘Full Cry’, da sequência ‘Fox Hunting’, a gravação a aguatinta mostra dois cavalos no que se descreve como um insustentável voo equestre. Em 1872 o ex-Governador da Califórnia Leland Stanford, tomou o partido da questão: Galopam ou trotam assim os cavalos, quatro patas estiradas em pleno ar? Ou a prova gráfica é mero Fake News de criação artística?

O fotografo inglês Eadweard Muybridge aceitou o desafio e em 1879 contestou-o em grafismo incontestável.

Rabbit Hole 3.gif

O que hoje se chama ‘The Horse in Motion’, é a sequência fotográfica de doze instantâneos que demonstram a realidade do voo equestre e a mentira da ficção artística. É também o princípio da imagem em movimento, do Zoopraxiscópio de 1883 ao Fenacistoscópio em 1893, precursores da invenção da câmera de filmar às técnicas que nos trouxeram os efeitos especiais presentes no filme Matrix de 1999.
Uma realidade artificiosa feita para parecer real, o mundo que se propunha num futuro digital.
Vimos mas não olhamos. Regressamos ao presente.

Rabbit Hole 2.gif
GIF by Bill Domonkos

Tudo hoje é sequência de eventos que de cristalizada num momento se nega a sua veracidade como se a verdade fosse facto alternativo. Fact checkers e truques onde nem sempre os há.
Não basta vivermos entre raríssimas pessoas, ministros que se agarram a tachos que se fazem taxinhas num país que se diz ‘particularmente saboroso’.
Dispautério é razão que a lógica conhece mas que a cegueira ideológica consente por poder dele viver.

O exemplo que de cima vinha agora vem dos que pedem a culpa dos denunciantes.
Se nisso há lógica espúria de razão, desculpa quem busca fugir das responsabilidade e nisso receber indemnizações sob o próprio demérito.
Nós por cá é assim, coelhos fora da toca.

Lá por fora são tocas onde coelhos escondidos se mostram.
Clinton teve um impeachment pelo escândalo sexual versado no que uma estagiária disse.
Trump é eleito versado nas palavras que bolsou ao nos agarrar nesses tweets de promiscuidade e permissividade.
Do mal o menos, Roy Moore perde onde há 25 anos o vermelho corava o azul Democrático.

Agora vem a verdade, Murdoch vende a maior fatia da sua Fox. Porquê? A Disney não revela a intenção, mas M&A é a referência futura para recordar numa toca de coelhos onde os universos Marvel e DC se juntarão.

You’re never gonna know for sure
See in stereo
Down the rabbit hole

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