Vida, morte e procriação

Li e debati tanto nos últimos dias que a sustentabilidade da espécie Humana depende da procriação – e como não, verdade? Independente de orientações sexuais e formatos familiares, gravidezes dependem de inseminação de óvulos que crescem um útero feminino – que acabei por desviar o olhar de incêndios que queimam Portugal e fogos que queimam a Assembleia da República.

Afirmo: vivemos num pluralista país retrógrado. Que não se sustentem dúvidas.
Faz pouco mais de mês e a televisão e imprensa escrita ia revelando nome e imagem de cadáveres em prime time, com o escárnio e horror que já se sabe. Judite de Sousa e TVI repreendidos com queixas na ERC, restantes meios desviando o olhar enquanto as imagens da estrada da morte em Pedrógão Grande faziam rol de entretenimento nos telejornais.
Agora, mesmo depois do número de vítimas ter variado na certa incerteza de a esta vida não voltarem, surge segredo de justiça sobre nomes que não se compreende o secretismo em não se verem revelados.

Atenção, não se trata de falta de respeito pelo indivíduo nem exploração da morte para fins políticos, antes a dita transparência pública que o Presidente lembrou ser o bem da separação de poderes numa Democracia que se distancia de um Estado Novo.

E aqui entramos em Ultimatos, em “já está tudo esclarecido”s e os passa culpas habituais que rendem pontos políticos a quem procura fugir de responsabilidades ou crispar clivagens eleitorais de uma população dividida.
A verdade é que o país arde, a (não) lei da rolha apenas tem demonstrado como efectivamente tudo está pior do que se supõe, e o SIRESP – criação orgulhosa de António Costa – falha a cada nova tentativa de se mostrar útil.
Saber o nome – e nomeadamente o número de vítimas e suas circunstâncias – de quem padeceu naquele fatídico dia em que tudo falhou serve o princípio indemnizatório de um Estado que parece não estar muito assertivo no seu Dever, enquanto o centralizar de informação, embora estrategicamente interessante e conceptualmente apropriado, parece querer desviar as atenções de um território onde tudo não corre como deve e de um Ministério onde não há quem mande ou desmande e os sistemas se veem inoperacionais.
Já António Costa mostra-se útil e operacional para disto tudo desviar (como sempre) a atenção.

Portugal terá “o maior crescimento económico de todo o século XXI” em 2017.
(ainda que um século só tem 17 anos. espera…)

O Mito.jpg

Mas desviemos de novo a atenção. É que tal qual prol que se procria, o Primeiro Ministro tem um filho a seguir-lhe as pisadas.
Pedro Tadeu da Costa será o terceiro da lista do PS à sua Junta de Freguesia: Campo de Ourique. Seguramente útil para algo ou alguém.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s