Frau Merkel

No momento em que a Humanidade se confronta com a crua realidade de se descobrir nessa permanente guerra que por muito tempo se negou, nesse silêncio amplamente quebrado por notícias de última hora e avisos de que uma bomba matou um anónimo mais em nome de ninguém que não algo material sem causa ou razão, no instante em que o feminismo se transmuta para ser igualdade sem género ou trejeito de fragilidade, no balanço da transformação Europeia em que a crítica se faz pela incapacidade em agradar às minorias feitas voz maioritárias surge na discórdia esse acto único que (re)define toda a carreira pública de alguém.

O título não deixa escape ilusório, muito menos a longa e extensa introdução. Falta agora dizer o porquê.

Frau Merkel, ser inexorável e injustificado, dona e merecedora de inúmeras críticas fortes e justas sobre um percurso político complexo defendendo a uma Alemanha possante e determinada numa Europa divisiva, logrou fazer aquilo que uma desunida União lhe fez frente contra. O país Germânico, por sua imposição, aceitou mais de um milhão de refugiados vindos do conflito Sírio.
Mais, fê-lo contra as próprias vozes de uma Sociedade onde parece que o medo face ao seu igual é razão de ódio e expiação.

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Merkel não foi descuidada quando aceitou receber refugiados na Alemanha, ou dito assim, nem o será qualquer outro país que o faça. Dizer que isso é uma política de “laissez-faire”, um fardo que mais tarde será pago, é não compreender o lado mais Humano que existe em nós, na aceitação da diferença, da adversidade e compreender que hoje é o outro, amanhã poderemos ser nós também.

Edris, um jovem afegão, é a razão pela qual escrevo acerca de Frau Merkel.
Foi ele quem se levantou após Ulrich Sauer, o veterano da CDU que criticou o recebimento de refugiados na Alemanha e pediu que Merkel se demita, para agradecer pessoalmente à Chanceler o facto de poder viver agora em segurança. Mais, pediu se poderia tocar as suas mão em sinal de afecto.
Frau Merkel ficou impressionada por ele já saber até falar bem o pouco Alemão que usou e com agrado abraçou-o.
É que ela, acima de tudo, é um Ser tão Humano como muitos fazem por parecer não ser.

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