O sintoma já é mais que o anterior sintomático.
Não são os três F’s costumeiros que a Nação Salazarista feita Salazarenta – dos que do tacho rasparam e depois com alegria a crédito o compraram esquecendo que a violência psicológica é a abstinência que o pensamento toma – opta na sua letargia habitual. Diga-se de passagem, há mais Futebol e Fátima nesta contingência bi-anual que qualquer Fado corrido faça supor. Venha a falência pois então.

A tríade dos F’s alinha-se bem com outra, tão reconhecida e que exemplifica bem o acto falho Português: Deus, Pátria, Família.
Sobrepostas determinam a Ocidental Costa Lusitana como a Pátria do Futebol, crente em Fátima, onde a Falência é Familiar.
E a verdade acresce ao anterior extrapolado.

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Fala-se numa injecção Pública de 5 mil milhões de Euros na Caixa Geral de Depósitos, será rescendido o contrato 2500 funcionários, diz o Ministro das Finanças – cujo Governo se opôs a uma auditoria externa pedida pela oposição – que a oposição deixou um buraco de 3 mil milhões de euros nas contas do Banco Público, mas aquilo que realmente importa é Portugal estar na Final do Campeonato Europeu de Futebol.

Pior, a maioria parlamentar – mesmo para lamentar – que antes vociferava contra o executivo PSD-CDS sobre qualquer despedimento na Função Público, mexida salarial, regalias dadas fora da vigência e lei laboral, agora anda num confrangedor silêncio de oportunidade.
Entretêm-se numa corriqueira batalha sobre a Constitucionalidade obtusa de um hipotético referendo à permanência de Portugal na União Europeia, esquecendo que o poder de convocação cabe ao Presidente da República e não a um partido com mero assento parlamentar. Marcelo Rebelo de Sousa, por mais que faça analogias com cogumelos, continua um Europeísta convicto, ainda que, citando-o, “[está] sempre a aguentar o governo por uns tempos”

Mas qual é o tempo do Presidente Marcelo? É o tempo da recapitalização da Caixa, da aplicação das sanções de Bruxelas, da revisão do inexistente plano B que todos falam a portas fechadas e que fará subir o IVA ou aumentar de forma encapotada mais uns impostos indirectos que não afectam nenhum grupo social?
Não o fundamental é mesmo esquecer que em 2010 o défice deixado pelo Partido Socialista, a mando de José Sócrates, sendo o seu braço direito António Costa, foi de 11,2%.
Que importa que a descida conseguida tenha sido de 8 pontos percentuais?
Que importa agora o rumo de inversão sentido?

Interessa é dizer, sempre e repetido à exaustão: a culpa foi do anterior executivo.
É como se existisse uma quezília feudal sobre quem é mais Português, merecedor do pin na lapela. Há até quem os designe de os sancionalistas– eu diria que quem diz isto é mesmo uma sonsanalista -, sempre nessa índole populista do Patriótico quando a Nação vive em Comunidade.

Ou talvez não, o fundamental mesmo é que a final Europeia seja Portugal – Alemanha, ganhemos e seja uma cabazada contra a Nação Germânica, culpada última de todos os males que nos afligem! Afinal são eles a Falência Portuguesa, não tivesse a nossa última linhagem Real Portuguesa terminado quando a Rainha D. Maria II se casou com um descendente germânico de Weitten!

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