House of Costa

Enquanto o Brasil agoniza com a perspectiva de um impeachment Presidencial, por cá a ideia da queda Governativa é coisa que cada vez mais parece distante.
Não só a oposição – agora apelidada de caranguejola – se fragmentou efectivamente com a saída do líder Paulo Portas do CDS-PP, como Pedro Passos Coelho não substancia o seu Sempre na Social Democracia que agora defende em contra as vozes primordiais de um partido sem líder forte nas convicções.

Só que o essencial da geringonça, nessa descrição tão aniquilante que Vasco Pulido Valente fez, segue num fragmento interno tão visível e risível que dá dó de pena não ser mencionado pela forma atabalhoada como se tem comportado e pela maquinação que o manco das engrenagens fazem disfarçar.

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Se antes havia uma espúria Educação, onde o Ministro sombra da Fenprof Mário Nogueira, era o titereiro da articulação política, agora que o prepotente Ministro Tiago “quem governa somos nós” Brandão Rodrigues ratifica que este ano a sua proposta afinal é de escolha opcional e não obrigatória, de Mário Nogueira e do seu Sindicato de guerrilha nada.
Estranha esta forma política de se estar?

Se antes as entidades internas serviam de arma de arremesso para desacreditar o Governo PàF, agora que a situação da engrenagem se vê apertada entre avisos de todos os lados, a desacreditação a ser gerada em torno de Teodora Cardoso e o Conselho de Finanças Públicas por parte dos aliados desse Eixo político é o facto contundente de quem deveria assumir o respeito pelas instituições representativas da República.
Respeito, qual respeito?

Mas afinal, e se nesta House of Costa as coisas cada vez mais se assemelham a uma outra House onde o desespero é feito marketing de esperança e tempo novo, a verdade é que não se sabe bem como defender a ajuda Estatal às Associações e Cooperativas de táxis para fazer frente a um aplicativo para transporte de passageiros.
Se a ideia de que este Governo feito regime de oferta paliativa era sustentado por sindicato mendicante, aqui abre-se o precedente total. Não só o dinheiro público servirá para modernizar algo que a não ser público serve os interesses de privados, como se demonstra que o Partido Socialista está às ordens da Esquerda que o sustenta no poder.
Nacionalização já!

Vale-nos a ausência de telefones grampeados, juízes a perverter o princípio lei ou imprensa a publicar o que o Estado não lhe manda que publique.
Vale-nos sempre que no hemiciclo de Costa Underwood há quem, tal como no ‘austerismo‘ de Ana Gomes, diga que, face aos ataques de Bruxelas, o terrorismo é o resultado das políticas de direita.

É com isto que a House of Costa tanto se assemelha à House of Lula.
Há razão jurídica no seu direito a existir, mas o seu descrédito popular é um flagrante delito.

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