Presidenciáveis

As certezas são garantia do valor adquirido. E tal como um sabonete, apenas a presença mediática pela repetição é garante de que aquela marca é melhor que a outra a deixar a pela mais macia ou perfumada.

Sorte que já não temos 9 em 10 personalidades a usar sabonete Lux, senão a vitória era garantida naquele que a assume como seu pertenço proprietário.

 

sabonete Lux.jpg

A verdade, se verdades existem, é que nunca uma campanha política a Presidente da República de um país rumo a uma República de assentos parlamentares se viu tão constrangida entre a foice e o martelo de uma espada e parede eleitoralista progressista a lembrar um populismo Latino Americano.

Se por um lado temos esse eco humorístico de um ex-Presidente Brasileiro que resume as culpas da educação e ensino da ex-colónia pelo atraso na abertura de uma Universidade em território Brasileiro – fazendo uma limpeza histórica da própria História da Independência em detrimento da sua verdade populista nas políticas da “Pátria Educadora”-, por aqui, na terra dos que não levaram a luz do Ensino às colónias, vivemos a inversão do ensino para o acto da contradição directa pelos Presidenciáveis.

É só ver a qualidade das entrevistas de pré campanha até ao momento, todas elas mais preocupadas no ataque aos opositores, do que na qualificação individual dos candidatos. Há uma certa certeza na vitória, uma certa certeza na diferença assegurada por aqueles que assinam essa certa certeza e a certa certeza no horário telefónico em que se fazem as certas certezas das vitórias adquiridas do opositor da garantia garantida.

No remoinho atmosférico que são as notícias sobre a temática – em avisos laranjas, encarniçados e vermelhos beatificados – há um falatório sobre passados indolescos e motivacionais.

Exacto, mas quando aquilo que se apresenta é algo tão elucidativo quanto ser-se do sexo feminino ou do contra “para todos“, ter um passado tal qual puro quanto uma nóvoa dissipada, uma fleuma política revanchista contra-atacante, um puritanismo combatente populista, ou ser-se a estrela dos comentários dominicais, mais vale a piada engraçada que ter só graça.

Porque a ser verdade que a Procuradoria fará cair o Processo da Operação Marquês em tempo útil – como o tem feito nesta vertente de ilibar os processos que envolvem as figuras Socialistas -, teremos outro candidato à Presidência: o filósofo das amizades e empréstimos fotocopiados; José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa.

Um candidato Socialista que, desde logo – nessa memória das amizades -, entra em pé de igualdade com Manuel João Vieira dos Ena Pá 2000, o eterno candidato à Presidência desta República tão Democrática.
“Porreiro Pá!”

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