Não

Não (parte I)

Recentemente perguntaram-me o porquê de escrever sempre e todos os dias.
Se eu teria, tenho, essa capacidade de o fazer de uma forma constante e ritmada.

A resposta que se esconde por trás de um título tão óbvio e pouco explicativo é simples: Sim.
Gosto de escrever e faço-o porque preciso.

Francisco Não.jpg


Não sou auto-contido.
Partilho.
Não sou silencioso.
Escrevo.
Não sou perfeito.
Erro.
Não sou humilde.
Corrijo.

Mas acima de tudo, não sou optimista.
Sou, antes, positivo.

Sei que quem me lê, e esse grupo é da minha confiança, sabe que, ao não ter redactores, correctores, acentuações e acordos ortográficos manipuladores, me permite ser como sou.
A impossibilidade da continuidade.
Se um dia parar é porque prescindi de viver.
Até lá, mesmo trocando um não por um sim, onde a Família deveria ter sido expugnável na sua negação, ao invés de insuperável pela positiva, eu continuarei a escrever.
Todos os dias e cada vez mais.

Obrigado aos que me avisam do erro.
Porque errar é Humano.
E eu, até me ter dado conta dessa contrariedade, era imortal.
Não (parte II)

Falando de Família, esse bem inexpugnável, nada melhor do que referenciar os Mortágua. Ou no caso, a emergente Mariana.
A Bloquista, aquela que achincalhou a Bava de Zeinal, mostrando-lhe o desmérito de ser portador de tantos galardões de mérito, recebeu, também ela, anteontem, o seu.
Não um desmérito, mas um prémio de revelação de carreira, um galardão na 3ª Edição dos Prémios Novos, iniciativa pseudo humorística do pseudo comediante Fernando Alvim.

A não ser pouco sério, não tivesse sido eu convidado a ir e ter recusado a palhaçada sem saber a quem seria entregue a contemplação sob o lema “vamos premiar para não emigrar”, o certame feito politização de galardões aos menores de 35 anos, ocorreu nessa Democrática Casa chamada Fundação Calouste Gulbenkian.
Não condeno, embora a minha interjeição aqui se aplique num positivo ‘Não’, pois, na minha coerência das farpas que se atiram, aceitar fazer parte de um clube que nos aceite como sócio, é incorrer numa pena tão grave como aceitar ser distinguido como revelação da política portuguesa.

Expugnável sem duvida.
Torre Bela à vista da memória.

Não (parte III)

“The Labourers are coming!” – No!
O Reino Unido, ainda unido, foi chamado às urnas e respondeu: Somos Conservadores.
A Europa mantém-se e o Reino também.
O poder da economia centra-se e a negativa do Não é a persistência de que, ao se reconhecer que a dita austeridade em excesso é errada, o ser-se austero não faz mal nenhum contra o populismo demagógico que seria um Estado Militar numa Inglaterra Monárquica.
Ed Miliband e Nigel Farage têm graça como apontamento de roda-pé para nos forçar a pensar, mas não como instituição de racismo e afastamento do ideal de Mundo Multicultural em que se vive.

É que no Reino Unido, “The Foreigners are coming!”
God Save the Queen!

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