Que me chamem de fascista tudo o que quiserem, mas o facto é que Biden venceu as eleições Norte Americanas ‘fair and square’ e por mais teorias da conspiração sobre fraude eleitoral que usem, maior força dão a uma lícita recontagem que prove a sua vitória.
E não, não adiantam vídeos truncados, editados, descontextualizados ou propositadas falsos sobre dita fraude, já que o consenso eleitoral é de que não existiu fraude, como nunca houve registo de fraude eleitoral (em média ou larga escala) nos EUA em tempos modernos.
E acrescento para os venturosos conspiracionistas de pacotilha, ataques de carácter sobre o comportamento de Biden vs Trump é algo que deixará algo a desejar é apenas se entra nessa perigosa lógica do ‘whataboutismo’, já que ambos terão diversos esqueletos no armário e sabemos quem sairá vencedor. É que a meio dessa pandemia de Fake News (e assumo com surpresa ver amigos próximos assumi-la como verdade sem embasamento nenhum) há outra pandemia real que nós assombra o dia a dia.

Não nos esqueçamos que a pandemia do coronavirus segue presente, mortal e todavia sem cura viável.
E se por cá não bastasse a pandemia não só se faz no plano bacteriológico, mas político também, jogando entre os sucessivos declarar de planos de contingência em emergência de riste, onde uma economia frágil – das mais frágeis numa Europa em tropeção – se fragiliza pela clara inépcia ou amadorismo dos líderes políticos mais preocupados em varrer os seus fantasmas pra debaixo do tapete que se preocuparem com a saúde da população.

Neste entretanto em que estamos encerrados em teletrabalho e pedir Uber Eats se tornou mais que uma tradição domingueira, manchetes como as suspeitas de corrupção sobre Secretário de Estado e Ministro para favorecimento de privados, o atabalhoado negócio da TAP e a devolução (em que condições) de aviões já comprados, ou todo o malogrado negócio do Novo Banco, que antes mereceriam toda a atenção, caem agora num vácuo noticioso absurdo.
E enquanto o povo paga, os fundos europeus já andam a ser distribuídos entre os mesmos, os do costume, sem que a opinião pública tenha visibilidade sequer pela opinião publicada.
Fala-se apenas do horror cometido nos Açores ao se permitir uma Geringonça 2.0, repetindo o feito Dr. Costa, agora com o PSD de Rio usando da mesma técnica, unindo a direita moderada à extrema direita do Chega, tal qual PS com PCP e Bloco em 2015.

Mas deflectir a realidade com factos alternativos, ao que parece, tem os dias contados, e tanto quanto se sabe – citando o artigo de Luís Rosa no Observador – “António Costa não teve problemas em negociar a “orgia financeira” dos fundos europeus com o “xenófobo” e autoritário Viktor Orban”, tão ou mais homólogo de André Ventura. Se for a direita a fazê-lo no espectro nacional, esqueça-se que “o PCP de Jerónimo continua a defender ditaduras sanguinárias como as da Coreia do Norte, Venezuela e Cuba e o Bloco de Esquerda tem um ódio visceral à propriedade privada e quer nacionalizar a banca e os setores estratégicos da economia para obter o mesmo resultado bem conhecido por venezuelanos, cubanos e norte-coreanos: ausência de liberdade e pobreza.” e foquemo-nos no impacto que o Chega terá como os programas sufragados da Esquerda o tiveram ao não ser eleitos e serem apenas um braço eleitoral para a manutenção do poder.

Exacto, o parlamentarismo não é unidimensional ou favorece apenas aqueles que auto se determinam os vencedores quando perdem. Por vezes matematicamente quem está em primeiro não vence, é essa lição é-nos a todos cara.
Ver se agora nos sai mais barata.

Nota:
Entretanto chega o relato de uma decisão jurídica brasileira onde um (alegado) violador foi absolvida com base numa decisão de “estupro culposo” – a vítima seria culpada do estupro (violação) ocorrida – gerando uma onda de protestos merecedora de crónica e farpa vindoura.

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