Tempos difíceis se vivem, enclausurados tal qual caverna de Platão, onde as sombras invisíveis de um vírus nos posterga ao confinamento da escuridão que essa oligarquia uni-partidária gerou.
Não disfarcemos o incomodo, ‘chamemos-lhe coronavirus’, mas a sua origem não deixa de ser Chinesa.
Um Made in China que capitaliza num mundo despreparado face a esse gigante que por anos fez da sua política secreta o tubo de ensaio perfeito para um plano económico que nos arrasará.

Vou relativizar. Aqui não há uma história de culpados. Isso é uma vertente Católica, muito Europeísta, onde os heróis se formam por ir de capa e espada enfrentar os inimigos no estrangeiro quando no seu país não passam de espertalhões oportunistas derrotados. No que toca ao vírus tudo é responsabilidade. E política.
Muitos vídeos virais já o explicaram – até melhor do que farei – acerca da realidade dos mercados de animais selvagens, o seu impróprio encarceramento e como a falta de higiene levou a que o permanente contacto entre diferentes espécies e o homem gerasse aquele que agora designamos de COVID-19.
Aquilo que porventura não é abordado é a forma como esta criação desenfreada de animais selvagens, alguns até considerados protegidos pelo seu grau de extinção, vive na sombra das escolhas que a China fez ao longo da sua História recente sob o jugo marxista-leninista do grande Mao Tsé-Tung.

O seu Grande Salto para Frente, lançando entre 1958-60, é o responsável pelos “três anos de dificuldades econômicas”, a grande fome chinesa, quando a imposição do modelo de economia planificada Comunista e a reforma agrária resultaram em dezenas de milhões de mortes. Tudo um facto até hoje omitido como resultado de intempérie ou azar.
Onde a fome existia a oportunidade surgiu e os mercados negros, vendas lucrativas e ilegais, tornaram-se a norma num país que se reerguia sob o insuspeito silêncio da repressão.
Mao nunca foi mau. O seu modelo de Democracia nunca morreu na escuridão. Apenas o seu povo.
Agora morre a Liberdade que nos poderia salvar.

#stayhomesafe

A China é o grande mistério impenetrável.
Compramo-la pelo barata que é, descartamo-la pelo mal que faz. Uma ferocidade do capitalismo selvagem que se pratica em total submissão – aqui comprado com a respeitável patina e selo da União Europeia – pela lógica do prova, mastiga e deita fora (se demora).
Podemos querer ser Trump, um ‘Nós Primeiro’, ponto de exclamação a acentuar o tom (!), e regressar a um isolacionismo pré expansionista numa senda retrograda, uma India punitiva de chibata em riste trancafiando um país parco em recursos sanitários onde a média salarial não ascende a 3$ por dia, ou uma União Europeia fragmentada entre o auxílio Humanitário e o receio desse medo chamado recessão económica que agora dá pelo sugestivo nome coronabonds.
Falar do Brasil entregue a um déspota? Não. E África ao abandono dos Live Aid de antanho? Não.

No fictício joga das bolsas de valores a China fez Xeque Mate e ganhou a grande aposta de Mao.

A nossa Democracia está a morrer na escuridão que nos impomos, entre as fake news virulentas que se propagam e a xenofobia energizada que confunde a responsabilidade política da do individuo. Se ao individuo desculpamos pela ignorância em que vive, como julgamos o regime que o rege?
Ai reside a verdadeira recessão Humana, uma contração a que Darwin chamou de adaptação.

Quo Vadis China? Não. Para onde é que vamos nós?!

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