A minha opinião sobre o extremismo ideológico eco-activista já é sabida:
Rídiculo. É ridículo.
Um bando de ‘eco-patetas’ que ao longo de décadas alimentaram as máquinas partidárias com aquilo que Luís Ribeiro descreve, na perfeição, como o Ambientalista Simplório.
“(…) um certo tipo de ambientalista que quer sol na eira e chuva no nabal. Que não aceita menos do que um mundo perfeito. Um mundo com azeite barato, mas sem olivais intensivos; com carros elétricos, mas sem prospeção de lítio; com energias renováveis, mas sem barragens nem eólicas; com floresta, desde que seja a do Capuchinho Vermelho. Um mundo que não existe.”
E este mundo ideal é aquele que, in extremis, pretendemos defender como o ideal ambiental que a pequena juventude se revolta como o resultado impossível de atingir pela sua impossibilidade de existir.
Entra Greta Thunberg.

16 anos, caucasiana, Europeia de classe média, eco-activista de nascença, eco-pateta pela imposição ideológica onde a raiva persiste como tique onde a razão se perde pela fúria da mensagem.
Nada do que nos diz é em si mesmo uma fraude nem falácia dos tempos que vivemos. Antes o produto daquilo que mais se lhe criticou:

“Vocês roubaram a minha infância e os meus sonhos!” – ao qual acrescentou – “mas eu fui uma das privilegiadas” (…)
“Vocês falharam-nos, mas os jovens já perceberam. E se decidirem continuar, eu digo-vos, nunca vos perdoaremos.”

“Como se atrevem!” – Como nos atrevemos?

O sonho contemporâneo não é em si o consumismo selvagem que se vive. O sonho é a saúde e longevidade.
A qualidade de vida impar que se conquistou nos últimos 100 anos, a vertigem da cura de doenças como o cancro ou SIDA.
O sonho é a fome não mais ser um tema em debate ou a escravatura ser ainda uma realidade.
O sonho é que a vida na terra exista apesar de tudo e o sonho persista mesmo quando alguém se diga dele roubado.
De em 30 anos termos passado de 5 mil milhões a 7.

Ninguém falhou, o mundo cresceu e a realidade adaptou-se.

Acredito que Greta seja autêntica, a própria se diz privilegiada, mas uma máquina maciça de (des)informação a carrega ao colo, potenciando uma mensagem política perigosa.
Evidente que sei que o momento é potenciado para o efeito geral, e o resultado está à vista, Thunberg tornou-se o contrário daquilo que Malala Yousafzai fora anos antes.
Se uma se diz roubada, a outra fez daquilo que lhe roubaram aos 14, uma luta “contra a supressão das crianças e jovens e pelo direito de todos à educação” até ao Prémio Nobel da Paz com 17 anos.
Mas tudo é político, até os Nobéis da Paz – não nos esqueçamos de Barack Obama – e Thunberg já está na shortlist ao deste ano.

Só que a memória nunca é em vão, nem o aquecimento global um acto isolado meritório de greves e fúrias juvenis pontuais em ano de eleições complexas.

Eu tinha 9 anos, longe dos 16, mas recomendo a Greta ouvir o discurso de Severn Cullis-Suzuki na Cimeira da Terra, Rio de Janeiro, em 1992.
Nada de circo ou artifício. Apenas a realidade contemporânea que a Greta falta.

Greta, “If you don’t know how to fix it, please stop breaking it.”

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