descartabilis horribilis

Nos últimos tempos tenho me apercebido da presença daquilo a que Rush Limbaugh, com alguma falta de tento, cunhou no seu talk show radiofónico no final dos anos ’80, as Feminazis.
Se a palavras não é mais que a fusão entre Feministas e Nazis, ela contem em si esse anúncio derrogatório sobre o que as verdadeiras Feministas lutaram para conquistar durante tempo indeterminado.

Claro que o termo, como não poderia deixar de ser, traz consigo essa conotação misândrica que se dá às Feministas extremistas nas suas causas onde a razão e o senso de um sentido lógico se perdem pelas reacções que tomam. Simplificando: olhando para a História recente, se as Sufragistas tiveram todo o sentido, Mulheres queimarem sutiens como sinal de libertação – num paralelo ao que foi sair de um corpete – não tem sentido nenhum. Pode até ser visto como algo nefasto, já que a correcta utilização do sutien traz benefícios para a coluna e postura física.

Mas voltando às Feminazis, ou às Femitontas – termo que prefiro por lhe retirar um conceito demasiado extremista e nefasto ligado ao holocausto.

Já não bastou assistir à falta de humor das ditas cujas aquando da publicação idiótica por parte de uma agência de publicidade no Dia Internacional da Mulher de uma leviana imagem em que coloca um lava loiça com o slogan ‘Dia da Mulher’ – demonstrando o porquê da agência ter nome de insecto e viver deste tipo de provocação – como ter que contra argumentar como se eu fosse um irascível machista empedernido, pistoleiro de faroeste, pronto a dizer que violo qualquer Mulher por ela se vestir melhor e isso ser a razão do piropo ser crime.

Sejamos sinceros, se o lugar da Mulher é no lava-loiça, o do Homem é ao seu lado. Se a agência faz essa publicidade, haja sentido de humor ao olhar para a imagem e depreender isso como resposta. Contestar de forma violenta apenas mostra em como as Femitontas são o eleitorado de que os extremos políticos se alimentam, tal como se tem visto nos EUA com Donald Trump.

Mas vamos à mais recente e interessante polémica que o Suiço partido PAN, feito Eixo político do BE, nos trouxe para o deleite viral das redes sociais: o copo menstrual.

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Num momento crucial em que se discute, e bem, a questão da equiparação de direitos trabalhistas – nomeadamente salariais – entre Homens e Mulheres, lá vem o PAN e o Bloco de Esquerda vangloriar-se de que o copo menstrual – um utensílio cuja utilização permanece mezzo misteriosa para mim (ainda sou Homem!) – de que o IVA na sua compra baixa de 23% para 6%, mostrando como as Mulheres, aquelas que optam por um ciclo menstrual mais sustentável (suponho) têm um beneficio fiscal.

Ok, a verdade é que nem o dito copo menstrual custava já os ditos 23% de IVA, nem a questão subjacente que as Femitontas nos vêm atacar tem que ver com a questão da melhor utilização do dito copo versus penso e tampão comum.
Esse facto deixo para quem o usa, ainda que me cause espanto a troca do dito num momento de fluxo num local público, já que isso, no caso do tampão, por exemplo, seja algo mais “digno”.
(já agora, onde andam os anúncios televisivos ao copo menstrual?)

Aquilo que li, respondi e contestei nas redes sociais, foi o porquê das Mulheres terem direito a ter um produto direccionado a elas, de necessidade objectiva, a um preço de IVA reduzido, e os Homens não?
(não querem igualdade de Direitos?)
Usei, em tom declaradamente provocador, a barba. É tão cíclico e hormonal a barba do Homem crescer como uma Mulher ter o seu ciclo menstrual. Óbvio que é uma falácia, já que as Mulheres se depilam, mas vá, vamos supor que falamos de escovas de dentes, uso regular de todos (?). Porque se paga 23% de IVA e não os 6%?
Ou nos contraceptivos?

A resposta é óbvia e nada machista, ao contrário do texto provocatório que escrevo. Trata-se de uma discussão acerca da sustentabilidade Humana, daquilo que poderia ser reciclado e não é.
Sempre se viveu numa Sociedade do descartável, mas onde a sustentabilidade existia.
Um penso higiénico feminino ou um tampão podem ser descartáveis mas ao mesmo tempo reciclados, tal como ocorre com o material hospitalar.
Caso não o seja, que se destrua para original nova vida, neste que é o natural ciclo Humano.

É que desde que me conheço, Homens e Mulheres são diferentes, ainda que na sua diferença sejam capazes de muito mais em conjunto do que em separado.

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