Aplauso!

Aplauso!

Aplauso à aprovação do primeiro Orçamento de Estado quadripartido em sintonia entre partidos de índoles tão diversas quanto as cores que a Esquerda pode ter.
Aplauso ao que muitos diziam ser uma impossibilidade e que de improvável se fez concretizável e força maior de imposição sobre uma oposição fragmentada.
Aplauso aos que fizeram ouvidos moucos aos avisos internos, externos,directos, indirectos, cautelosos e previdentes sobre os reais riscos de incumprimento com tudo aquilo que custou os últimos 4 anos.
Aplauso às diversas versões de um rascunho que de acerto em acerto, correcção em correcção, revisão em revisão, suspeita em suspeição se encaminha para um quando e não se.
Aplauso ao que de agora em diante será a Lei que nos roubará a carteira de forma indirecta e que a todos atingirá sem ver condição social ou ganhos ao fim do mês.

Aplauso à Geringonça, eles merecem!

Só que o aplauso que aqui invoco, como o crítico texto que adquire formas cada vez mais directas do ridículo que tudo se tornou e irá tornar no futuro que se seguirá, não é aquele que se pratica na actualidade.
Sou defensor da memória histórica por tudo aquilo que nos relegou no seu ensinamento que muitas vezes parece ficar nesse esquecimento propositado.

(quem sabe o facto de me considerar um Conservador Liberal tenha algo que ver com isso?)

aplauso.jpg

O aplauso mencionado advém da sua origem na antiguidade Romana nesse sanguinário combate gladiatorial.
Nesse tempo, ao se deparar entre o empate entre gladiadores, no tumulto final rumo à morte certeira, quando as armas já mais não eram opção, os adversários recorriam à cabeçada como forma de derrotar o oponente.
O público, por forma a apelar à bárbara morte na arena, aplaudia freneticamente emulando nas suas palmas o bater das cabeçadas que os gladiadores iriam lhes proporcionar.

Era o deleite visceral que fazia da arena o verdadeiro pão e circo que entretinha o povo.

Hoje revejo esse aplauso à Geringonça, o seu Orçamento e as suas consequências como o deleite futuro que o povo terá em retirá-los de lá quando as cabeçadas forem a pretensão proposta.
Aí, nesse instante, um Imperador chegará para pedir a cabeça de alguém.

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