White Wilderness

Em 1958 a Walt Disney Productions é galardoada com o Prémio da Academia para melhor Documentário com o seu infame ‘White Wilderness’.

Há época ninguém suspeitava de nada, sobretudo de uma requintada produção sobre a vida animal no Continente Norte Americano e a migração animal no Canada, mas a incoerência sobre uma das espécies retratadas no documentário viria a tornar-se razão de inúmeras suspeitas de manipulação, falsificação e sobretudo um falso jogo de imposição de algo que é uma mentira.
Em determinado momento, quando se mostra a migração dos lemingues – pequenos roedores vindos do Árctico; o narrador deixa implícita a ideia real de não saberem nadar em fuga ao seu destino e morrerem afogados, enquanto é exibida a imagem de centenas deles a saltarem uma ravina rumo à sua morte numa dramática cena suicida.
Se no tempo em que a Disney era inquestionável sobre a  veracidade do seu produto, hoje em dia a crueldade animal numa produção de Hollywood é algo que não passa incólume.
Em 1982 o mito criado pela Disney é desmascarado pelo Documentário da Canadian Broadcasting Corporation, ‘Cruel Camera’, onde se explica em detalhe como o efeito dos lemingues foi alcançado, colocando centenas deles numa mesa giratória no topo de uma ravina, e lançando os animais suicidas rumo à sua morte, tudo pelo efeito dramático desejado para o Documentário.
A verdade, a real, como já mencionei, é que os animais, saídos de hibernação, migrando do Árctico para o Canada, lançando-se a nadar pelos mares e Lagos no Hemisfério Norte, por não saberem nadar por longos períodos ou longas distâncias, acabam, na maioria dos casos, por se afogar no que parece um suicídio em massa.
Parece, mas longe de o ser.
Quem sabe o desespero da sobrevivência, na crença da capacidade em resistir.
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Hoje em dia a crueldade animal é algo que está judicialmente assegurada e não ocorre, dentro de limites possíveis, no set de gravações de filmes, documentários ou produções cinematográficas.
A criação de mitos como a Disney fez é algo que já não se coaduna com a nossa capacidade de ver e analisar o mundo.
Ou será?
Lendo a imprensa Nacional, nesta senda de comentaristas, jornaleiros e imaginativos jornalistas portugueses que desfiam o regime de esquerda que se irá instaurar em Portugal de 2015 apenas se fica com a ideia de serem uns suicidas a tomar conta do poder.
Lá no topo de uma ravina se jogam para uma morte certa, onde o bater numa superfície aquática, feita pedra pela velocidade do impacto, os matará de seguida.
Não, a verdade é outra, não a projecção ao estilo do mito que a Disney perpetuou.
O novo Estado Novo, feito de uma Esquerda Unida, ou ambiguamente unificada para destituir a Direita, vai ser como os verdadeiros lemingues. Acaba por se afogar por não conseguir atravessar a distância que se propôs atravessar.
Não é falta de visão. É ignorância na incapacidade de perceber a dimensão da travessia.
Será um White Wilderness – inverno selvagem.
Para o qual, só um reboot para reiniciar este prolongado inverno que se instala.

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