Apocalypse

O tom de advertência sentido no politicamente correcto da aceitação sem equidade – como tem ocorrido na entrada dos refugiados de guerra feitos migrantes indesejados –  é peremptório para toda uma cadeia de eventos que se seguem em actos psicológicos que bem poderiam ter o nome do seu portador de extrema confiança.

 

Perante a queda iminente do banco de investimento Lehman Brothers no fim de semana de 13 e 14 de Setembro de 2008, o seu Chairman e Chefe Executivo, Richard “Dick” Severin Fuld, Jr., estava tão confiante de que nada de mal iria acontecer, baseado na segurança de uma instituição centenária, um ratting triplo A, e três galardoados com o Nobel da economia na comissão interna, que o “Demasiado Grande para Falhar” era uma realidade tangível, palpável e credível.

Não foi.

 

A onde desse choque provocou essa hecatombe que começou um Apocalypse Now.

A crise do subprime desalavancou uma industria onde o consumo fértil dos empréstimos baseava a sua crença na necessidade de algo a ser extraído em massa, e de um preço inventado com base nessa necessidade perpétua.

Ela não o foi. E a Democracia do consumo, onde a Esquerda Socialista fez pouso na crença de que é dona da verdade, tal qual tiranete, sucumbe perante a austeridade que cresce das múltiplas falências onde a economia da falsa prosperidade finge ser tão perpétua quanto a crença de Dick Fuld Jr..

 

Mas como o que vende é a ideologia e não mais a ideia, ou a sê-la é a do sucesso imediato, o esforço do crescimento tem de ser imediato. Já não há tempo tangível. O palpável transforma-se em etéreo. O credível é mera crença de que alguém chega e nos resolve aquilo que não queremos mais pensar.

De que a licita invasão que agora nos chega não foi autorizada quando no passado decidimos, também, sucumbir ao irrealismo de sermos galardoados como Nobel da Paz, sem que a sejamos capazes de concretizar.

 

A tentação da maningância mitómana que se enraíza, numa negação da verdade, em que se dizem as bondades reais para se negarem as verdades da realidade, apenas criam um Apocalypse Total: uma inversão dos valores que queremos ver em nós respeitados.

 

A reciprocidade é a única forma de respeito e garante de que a falência psicológica não afecte o seguimento daquilo que deve ser uma concordância Democrática.

O mais antigo Parlamento Democrático em funções, o Alþingi, na Noruega, determinou bem a resolução para o problema que aflige os crentes nessas vãs promessas eleitorais sem nexo.

Ao impor a dita reciprocidade real, não por força do físico, mas antes do compromisso, deixou a pegada para terminar esse confronto: Apocalypse Final.

 

apocalypse.jpg

 

A troca reciproca de uma cultura distinta que se quer introduzir na nossa terá de ter como retribuição a “nossa” poder ter um igual tratamento nos seus países caso os seus queiram vir se instalar de forma perpétua connosco.

Só assim se garante um igual respeito e mutuo reconhecimento das Leis da Terra frente ao que são as Crenças Divinas.

 

Porque a Democracia, frente ao Apocalypse, é, acima de tudo, Laica.

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