Tratado de Lisboa

Éramos transparente, éramos tão transparentes, como a chuva, que bate a golpes na janela, éramos tão fortes,
Éramos os dois tão fortes, que nada nos iria magoar, que ele não nos iria morrer.

Onde foi tudo isso parar?
Quando começou a se estragar?

Eu quero ser inocente, praticamente inconsciente, e acreditar poder ter-te a meu lado eternamente.

Éramos tão perfeitos, éramos tão perfeitos tu e eu, a apostar e jogar, para nos parecer com tudo mais. Éramos tão corajosos, éramos tão bravos tu e eu, a desafiar o diabo, atrevendo-o a nos separar.

Onde foi tudo isso parar?
Quando começou a se estragar?

Eu quero ser inocente, praticamente inconsciente, e acreditar poder ter-te a meu lado eternamente.
Eu quero ser inocente, praticamente inconsciente, e acreditar poder ter contigo ficado eternamente.

Acreditávamos ser tão diferentes, que o nosso amor para sempre seria, que a nós nunca iria acontecer, nunca iria terminar, que tu nunca me irias deixar.

Para onde foi essa nossa verdade?,
Quando me comecei a enganar?

Eu quero ser inocente, praticamente inconsciente, e acreditar poder ter-te a meu lado eternamente.

Eu quero ser inocente, praticamente inconsciente, e acreditar poder ficar a teu lado eternamente, a teu lado eternamente.

 

Reformador.jpg

 

A virgindade de algo, de um valor, desse eternamente inocente, aqui traduzido da canção electrónica homónima do grupo espanhol Fangoria, representa bem a falência do Tratado de Lisboa.

 

Vista a situação embaraçosa, num de menos, que atravessa a Europa dos valores Humanistas, Humanos, dos Direitos Superiores do Homem, dos três pilares, dos tratados em prol de uma base de livre circulação de pessoas e bens, que mais se pode dizer que essa inocência, praticamente inconsciente, um amor tão forte, corajoso, perfeito, como se pode estragar?

Quem é que se esteve a enganar?

 

Quem é o Reformador aqui?

 

Aqui em Lisboa, em que Maastricht sempre foi dito como “mais triste”, a emenda a esse tratado não foi mais que uma festa. Um nome que honra a capa de uma página na História Europeia.

 

Resolve alguma coisa nesta reescrita de valores onde a inocência se deixa enredar por algo maior?

Possivelmente não, mas o mais importante disto tudo foi o relvado frente à Torre de Belém, que após a celebração não fora assegurado por ninguém, e só agora, 8 anos depois, se assumem responsabilidade e arranjam um dos locais turísticos mais visitados, o cartão postal dos Descobrimentos Portugueses em Lisboa…

 

Venham os charters de chineses!

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