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Mil e cem milhões, estas são as razões de se ter vendido 61% da TAP por ‘apenas’ 10 milhões de euros.
É que o passivo da empresa, ou seja, o seu buraco financeiro, entre dívidas, uma frota de aviões obsoletos, problemas com os sindicatos, e tudo aquilo que se tem sabido da má gestão pública, criaram um valor de mil e cem milhões de euros de passivo acumulado.

Para a ‘salvar’ da bancarrota, para recapitalizar a TAP, o diferendo entre o que vale e a dívida que tem, são 500 milhões a serem lá injectados.
Dinheiro esse que, ao sair de algum lugar, sairia do Erário Público, esse maná de dinheiro elástico, sempre apto a distribuir uma benesse aos empregados, mas a cortar aos que a vida toda trabalharam.

Só que os Cofres Públicos são o ‘taxpayers money’, o dinheiro dos contribuintes, ou seja, ‘nosso’.

Agora, perante a privatização de 61% da empresa pública, esse valor que pesava no Erário Público – nos bolsos dos Portugueses; e que teria de ser manobrado por forma a ser pago – nomeadamente através da redução da dimensão real da TAP; já não ocorre.

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Claro que a oposição das brilhantes ideias e da ilimitada capacidade de gestão financeira – sobretudo o Partido Socialista, Pai e Mãe da ideia, e quem soube gerir o País à bancarrota; vêm dizer que preferem não privatizar a companhia, mas antes ficar com o passivo, entenda-se, a dívida.

Afinal como se poupa para salvar a TAP, ou já agora as Pensões?

Transcrevo o jornalista Paulo Ferreira do Observador, pois a eloquência da inteligência é a lógica da razão:

“Poupanças na Saúde? Nem pensar. Estão a destruir o SNS. Precisamos é de mais médicos e de mais enfermeiros que não têm outra alternativa senão emigrar. E de medicamentos baratos, subsidiados pelo Estado.

Educação? É o futuro das nossas crianças que está em causa. Pouco importa que nas últimas décadas o número de alunos tenha caído e o de professores aumentado. A qualidade do ensino não se regateia.

Segurança Social? Cortar nas pensões e nos subsídios é impensável. Precisamos é de aumentá-los.

Transportes públicos? São essenciais e não se pode pedir aos utentes que paguem o verdadeiro custo do bilhete. Os passes sociais são uma conquista e devem ser para todos.

Segurança pública? Da maneira que isto anda precisamos de mais polícias e não de menos.

Justiça? Uma vergonha, a reorganização dos Tribunais. Tinha um mesmo aqui à porta e agora tenho que deslocar-me 20 quilómetros quando, uma vez de três em três anos, tenho que lá ir.

Defesa? Com questões estratégicas e de soberania não se brinca. E as obrigações que decorrem da nossa presença em instâncias e forças multinacionais?

Negócios Estrangeiros? Um país a sério tem uma diplomacia forte no terreno para defender os nossos interesses e ajudar as nossas empresas.

Estradas? Um verdadeiro roubo, isso de terem colocado portagens em vias que eram de borla (pagas por todos os contribuintes…)

Cultura? Visão miserabilista. O orçamento anual de 200 milhões já é tão pequeno e ainda querem cortá-lo? Se acham que a cultura é cara tentem a ignorância.”

Ignorantes aqueles que querem continuar a sustentar o insustentável na certeza de ‘saberem’ gerir o dinheiro dos contribuinte, sem perceberem que também eles o são.

Afinal quem anda de olhos TAPados?
A lógica da razão seguramente…

Mas a vitória do Consórcio Azul/Barraqueiro que se prepare, pois Germán Efromovich deverá dar uma entrevista em breve expondo as condições do negócio e em como lhe foi passada a perna, e claro, mais uma razão para que alguém – só mais alguém; submeta um pedido de anulação, e a Máquina Estatal, nas suas contas de boa razão, paguem as custas deste processo parido por uma Mãe que se recusa a assumir o parto.

“São Euros Senhores, são Euros!”
António Costa

(se o milagre de Santa Isabel fosse agora, o líder do maior partido da oposição seguramente faria do pão, Euros…)

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