Afinal o que são as fake news?
Que falsidade é esta que nos consome face a uma concreta verdade onde assumimos o alternativo facto da realidade vivida dos factos alternativos que alimenta o vicioso ciclo noticioso?
São as notícias a verdade, ou a verdade do que noticiamos a vida que vivemos?

A impresa não mais é impresa, mas nos imprime uma indelével impressão.
Tudo é fake.
Tudo é produto da realidade que busca ser superlativo da verdade que não sabe ser a falsidade do momento vivido.
Somos a droga que nos alimenta.

Como é hábito, fui fazer análises de sangue ao Hospital de Santa Maria onde sou seguido no centro de imuno deprimidos, uma vez que sou seropositivo.
Após esperar o devido tempo para ser chamado no centro de análises clínicas, ao chegar a minha vez, reencontro o enfermeiro que já antes me tirava sangue.
No final de me ‘sangrar’ fico surpreso pela ausência dos típicos pensos rápidos, agora substituídos por adesivo de rolo.
Em conversa de circunstância aplaudo o facto de ser um adesivo anti-alérgico, facto que aprecio, ao que me responde: ‘Verdade, mas é por falta de material hospitalar!’
A coisa está assim de má? – pergunto
‘Faz um mês que não recebemos’

E assim vai a Saúde em Portugal, rumo à maioria absoluta de quem tudo cativou para todos enganar. Mais uma real news postergada a fake, perdida entre as fake que constroem o dia de quem, sem tempo, vive para não deixar de viver.
O país está domesticado.
As notícias também.

Que importa se o SNS está em ruptura? Se um funcionário, em surdina, me admite que faz mês que não é pago?
Se o Diabo de Passos vive e sem ser fake news?
Não importa.
Interessa apenas que Centeno é o Ronaldo das Finanças. O proponente nacional ao FMI.

Prepotente chumbado ao FMI.

Mas que importa?
Costa foi convidado, não foi?
Não foi, mas que interessa..?
A impressão é mais importante que a imagem final. A memória da promessa mais relevante que a nega consumada.

Portugal (e Espanha ‘são’) é a piada do renitente Socialismo Europeu face a uma Europa de Direita. Pior, de uma Europa que soube combater a histérica histeria dos extremos de Direita para se unir no saudável Centrão.

Nem Centeno, ou as suas cativações, sobreviveu à promesa de estrelato Internacional.
Fica-se pela terrinha a atazanar o povo e a desmantelar, de tolo sorriso – seu e do Primeiro Ministro -, a parca economia de um fraco país dependente da boa vontade de uma união contrária a tudo o que representa.
Sem problema, se há algo que os portugueses aprenderam a viver, desde de imemoriais tempos, é a falsa vida que justifica a sua existência.

Fake News? Não. Fake Life.
E muito acima das suas expectativas.

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