ignorância como desculpa

A velocidade relativa do mundo que habitamos, esse único cujo o Homem, ao pisar, não sabe se vive só numa infinita galáxia, parece aumentar numa exponencialidade com o esquecimento relativo dos factos que nesse passado ficam.

A conjugação escrita não é fácil mas a sua explicação sim.
Quanto mais a Humanidade junta conhecimento e mais ele se acumula, algo terá de ser esquecido para dar espaço à renovação ocorrer.
É simples assim e o exemplo espacio temporal inequívoco; se na história hipotética deste planeta a presença humana fosse marcada num relógio seria apenas o último minuto de uma hora completa.
Ainda assim, e quem sabe porque agora ao invés de vivermos na lua vivemos nas clouds, a tecnologia HD já não permite o envelhecimento relativo do presente que se faz passado.

A ignorância é agora – como se antes não o fosse – a desculpa para o desconhecimento.

As grotescas declarações do Secretário de Imprensa da Casa Branca, Sean Spicer, são o pináculo máximo do que essa ignorância acerca de um esquecimento – ou pura estupidez objectiva – logra.
Sim, o Holocausto já entra nessa distância temporal onde a sua marca física desaparece, mas a memória permanece numa História que perdurará por tanto tempo quanto as pirâmides. Foi indesculpável o seu erro, por mais ignorante que o executivo de Trump demonstre ser.
Vivem-se, de facto, os tempos do #yolocaust.

yolocaust.jpg

Mas por mais que o assoberbar de informação seja, a memória repetida em função do ataque enviesado também não deixa de ser revelado como facto contundente.

Em simultâneo a uma referência germânica feita nos Estados Unidos, em Portugal o Primeiro Ministro fazia um contra ataque aludindo a uma memória Alemã.

“Estamos recordados de quando se ajoelhavam para falar com os colegas”

O ajoelhar português, nesse episódio que uma patética imprensa politizada de ignorância e intenção revelaram determinado carácter, viu-se transbordar nas palavras deste Primeiro Ministro boçal, lembrado de imediato nessa memória que nunca envelhece.
A conversa que Vitor Gaspar teve com o seu colega a 9 de Fevereiro de 2012 terá sido um – utilizando a expressão lógica sobre a submissão perante a quem nele estará a mandar – curvar-se perante as autoridades estrangeiras, nunca esse ajoelhar tão católico deste país laico que Costa diz governar.

O que se passou, seja há meros 5 anos ou num Campo de Concentração – não existem “centros de Holocausto”- há 72, vive de forma permanente nessa memória que é a cloud.
Por ela é que a ignorância já não é mais uma desculpa.

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