Austeridade ou Pobreza?

Porque motivo só agora se preocupa o Governo com a crise económica? Não era já evidente, no Verão passado, que a economia portuguesa se estava a arruinar? Como vai o Governo indemnizar o País por estes dezasseis meses de negligência económica e financeira?

Por que motivo chama o Governo à sua política, política de austeridade? Será que os Portugueses precisam ainda mais de apertar o cinto? É isso que o socialismo lhes traz? Onde está afinal a nova era de prosperidade, de desenvolvimento e de bem-estar que os governantes prometeram ao Povo?

Pensa o Governo que sem uma definição clara do sistema económico em que vamos viver conseguirá obter o relançamento e a expansão da nossa economia? Está o Governo convencido de que sem a delimitação franca e leal da função cometida à iniciativa privada vai pôr termo à retracção do investimento e obter uma adequada aplicação de capitais particulares no crescimento da economia portuguesa? Entende o Governo que é dando melhores garantias ao investidor estrangeiro do que ao investidor nacional que se alcança a tão apregoada independência nacional?

CEM ESCUDOS

Se o discurso se assemelha a uma qualquer realidade sintomática do momento actual, revisto nessa austeridade de Esquerda cujo Plano B se segue negando, apenas a estranheza de alguns momentos chave como os dezasseis meses de negligência económica ou o seguir de apertar de cinto que agora se torna elástico numa impossibilidade concreta denunciam ser este o discurso que Diogo Freitas do Amaral proclamou na Lourinhã a 21 de Dezembro de 1975 rumo às primeiras eleições Democráticas do pós 25 de Abril.
Evidente que o seguimento final do discurso, nessa permanente demagogia partidária denunciaria a época assim como o permanente fito partidário que tinge e mancha toda a política contemporânea.

Quer ter um Governo que não seja Socialista?
Se quer, trabalhe para a vitória do CDS nas próximas eleições. E contribua com dinheiro. Cem escudos todos podem dar. Sobretudo você. decida-se já! Envie em vale ou cheque para Brás dos Santos, Largo do Caldas, 5 – Lisboa.
100$ PARA A VITÓRIA.

O CDS era a alternativa viável em ’76, não haja dúvida, mas a sustentação político partidária que ali se anunciava tornava-se o problema dessa pobreza de espírito que dominou todo o cenário político até à austeridade actual.
0,50€ ATÉ AO PRÓXIMO RESGATE?

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