representatividade

Afinal o que vale o voto popular na urna?
Se analisarmos o processo de impeachment movido contra a Presidente Dilma Rousseff ontem, domingo 17 de Abril de 2016, há uma dupla interpretação sobre o seu real valor.

Se a lógica diz que a Presidente é eleita por sufrágio directo, escolhida pelo Povo, a mesma deveria ser demitida, quando razão para isso há, pelo mesmo Povo que a elegeu. Só que a lógica é uma batata.

Então como pode o Povo Brasileiro demitir a sua Presidente sem que hajam eleições antecipadas?
Se o Brasil segue um sistema Presidencialista e por lá o seu chefe máximo é o Presidente sendo ao mesmo tempo Chefe de Estado, do Governo e da Administração Pública considerado o chefe supremo do Poder Executivo, quem é o real representante do eleitor que foi às urnas votar?

Por ordem de razão lógica, como é óbvio, são os deputados.
São eles que representam, também por voto directo, os cidadãos.
Só que enquanto o Presidente exerce o Poder Executivo, os deputados exercem o Poder Legislativo.
Na verdade pode parecer um contra senso, mas não é. Cabe desta forma, com suposta isenção, aos deputados regular a Administração Pública do Presidente. Um emana para o outro e o outro faz a sua avaliação.

Entre eles existe o Senado, uma representação dos Estados, não necessariamente dos cidadãos como indivíduos mas antes dos interesses Estaduais.
Se existe um Presidente, para 27 Estados, existem 81 Senadores e 513 deputados.
Existem também 35 partidos políticos activos. Não que existam ideologias suficientes, nem o P de Partido já é obrigatório, mas eles lá estão para representar o Povo.
É um sistema complexo, complicado, muitas vezes espúrio e corrupto, mas que no final é o mais Democrático e que melhor representa a Sociedade Brasileira.

Mas aí está, escutando a maioria os discursos da Esquerda Brasileira durante a votação, nesse seu grito do #nãovaitergolpe, lembrando a Democracia, a Constituição mas sempre negando a vontade, que foi concretizada, do Povo contra uma Presidente acusada de desrespeito à lei orçamental e à lei de improbidade administrativa – além de envolta em graves suspeitas de envolvimento  em actos de corrupção na Petrobras, que têm sido objecto de investigação pela Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato – até parece que não são os deputados, no seu todo, que representam os cidadãos enquanto indivíduos.
Claro que houve uma minoria popular que concordava com a Presidente e foi, genuinamente, contra o impeachment, mas afinal de contas, analisando quer a votação representativa, quer as estatísticas da popularidade Presidencial ou mesmo o desagrado popular contra o Governo e a sua Presidente, torna-se óbvio que a maioria era a favor da impugnação do mandato de Dilma.

367 a favor, 137 contra, 7 abstenções e 2 ausências.

DILMA SAI.jpg

Mas a mesma Esquerda que enche a boca para falar em nome do Povo, é aquela que gritou, e seguramente continuará a gritar, que tudo isto é um golpe armado pela Direita contra a vontade popular.
Daí se coloca, para que serve a representação popular dos cidadãos?

Serviu para que o Presidente Lula ficasse numa suite a comprar os votos contra pelo preço de dois milhões cada e as ausências pela módica quantia de 1 milhão de reais?
Ou os deputados em quem se vota não têm consciência própria?
Será que apenas existem para fabricar geringonças onde a propaganda enganosa vale mais que a verdade impossível de esconder?

Parece que não! Felizmente.
#teveimpeachment #ForaDilma #ForaPT

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